
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
ALFABETIZAR: UM PROCESSO "SOFRIDO" E GRATIFICANTE

O educador necessita estar em constante busca de recursos e fundamentação para manter seus alunos entusiasmados pela aprendizagem, pela leitura e escrita, pela inclusão no mundo letrado sem perder de vista suas necessidades e possibilidades, seus interesses e sua vida íntima, remetendo-os a uma atitude reflexiva que transmita segurança nas aquisições, sem deixá-los acomodados, buscando a cada patamar adquirido, desestabilizá-los para aquisição de novas conquistas.
Para alunos com necessidades especiais a possibilidade de ler é conquistada com muito empenho e dedicação dos profissionais que lidam com esse foco, pois exige contrapor todas impossibilidades que durante 10 ou 12 anos conviviam diariamente com eles e com o entorno familiar e relacional. O processo é sofrido para ambos, aluno e educador. Muitos mitos devem ser derrubados, as estruturas precisam ser revitalizadas, a crença na possibilidade, em muitos casos, deve ser maior que a efetiva possibilidade.
O primeiro passo para um aluno ler é acreditar.
Isso desloca as atenções da impossibilidade ou grande dificuldade do aluno para a criação de uma estrutura de trabalho, para uma vinculação, para criação de um ambiente de segurança e confiança que possibilitem aquisições. O que deve ser adaptado, recriado, estudado, é o modo de propor e exigir. Quando detectado que o problema é o jeito de ensinar, o que se ensina e como se ensina, liberamos o aluno para crescer e adquirir informação suficiente para ler o mundo através, também das letras.
A busca deste "método", deste jeito de fazer exige dedicação, pesquisa e gosto pelo fazer.
Gosto pelo crescimento do outro.
Gozo pela conquista do aluno, pois isso significa dar dignidade a um cidadão, propiciar a caminhada em busca da autonomia. Significa inserir um sujeito no mundo das possibilidades e, mais do que isso, inclui um indivíduo na estrutura familiar como efetivamente um sujeito que sente, pensa, se expressa e participa do mundo sem necessitar interprétes ou representantes.
Para alunos com necessidades especiais a possibilidade de ler é conquistada com muito empenho e dedicação dos profissionais que lidam com esse foco, pois exige contrapor todas impossibilidades que durante 10 ou 12 anos conviviam diariamente com eles e com o entorno familiar e relacional. O processo é sofrido para ambos, aluno e educador. Muitos mitos devem ser derrubados, as estruturas precisam ser revitalizadas, a crença na possibilidade, em muitos casos, deve ser maior que a efetiva possibilidade.
O primeiro passo para um aluno ler é acreditar.
Isso desloca as atenções da impossibilidade ou grande dificuldade do aluno para a criação de uma estrutura de trabalho, para uma vinculação, para criação de um ambiente de segurança e confiança que possibilitem aquisições. O que deve ser adaptado, recriado, estudado, é o modo de propor e exigir. Quando detectado que o problema é o jeito de ensinar, o que se ensina e como se ensina, liberamos o aluno para crescer e adquirir informação suficiente para ler o mundo através, também das letras.
A busca deste "método", deste jeito de fazer exige dedicação, pesquisa e gosto pelo fazer.
Gosto pelo crescimento do outro.
Gozo pela conquista do aluno, pois isso significa dar dignidade a um cidadão, propiciar a caminhada em busca da autonomia. Significa inserir um sujeito no mundo das possibilidades e, mais do que isso, inclui um indivíduo na estrutura familiar como efetivamente um sujeito que sente, pensa, se expressa e participa do mundo sem necessitar interprétes ou representantes.
Rejane Guariglia da Silva
Psicopedagoga
Psicopedagoga
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
14% da população tem deficiência
Porto Alegre tem 14,3% da população – 194.531 pessoas – com algum tipo de deficiência, sendo que a visual registra a maior incidência (8,55%). A região com maior número foi a Restinga (16,91%). A menor ficou na zona Nordeste, com 8,21%. As informações relativas aos portadoras de deficiência na Capital foram analisados e debatidos em um encontro realizado na Secretaria Municipal da Administração, que reuniu pesquisadores, representantes de entidades e dos conselhos municipais.
Os dados foram tabulados pela Gerência de Informações da Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMGL), com base no Censo 2000 do IBGE. Essa foi a primeira reunião do Projeto Democratizando Informações, do Observatório da Cidade de Porto Alegre (ObservaPoA). Os números estão disponíveis no site www.observapoa.com.br.
A técnica da Gerência de Informações da SMGL Adriana Furtado salientou que os números da Capital gaúcha são semelhantes aos do restante do país, que registra 14,48% de pessoas com alguma deficiência. 'O objetivo do ObservaPoA é mostrar que existem várias pequenas cidades dentro de Porto Alegre e que os dados sirvam para a cobrança de políticas públicas para determinada região', afirmou Adriana.
O titular da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), Tarcízio Cardoso, observou que desde a criação da Pasta, em 2005, está se buscando intensificar iniciativas voltadas ao bem-estar das pessoas portadoras de deficiência. 'Os dados do Censo 2000 estão defasados. Por isso, criamos um programa que pretende quantificar e localizar as pessoas com deficiência na Capital.' Segundo ele, o objetivo é criar projetos com a iniciativa privada e entidades do terceiro setor.
Em dezembro, será realizado o segundo painel, com o tema trabalho, a partir da Pesquisa de Emprego e Desemprego. Também em dezembro, haverá o Seminário do Atlas de Desenvolvimento Humano (IDH) da Região Metropolitana, que inclui o IDH de 163 áreas de Porto Alegre.
Fonte: CORREIO DO POVO - QUINTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO DE 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
Música estimula a inteligência
Várias pesquisas indicam que crianças com educação musical desenvolvem maior aptidão mental
São muitos os estudos que provam que a música é um estímulo muito valioso ao desenvolvimento da criança. Segundo o coordenador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil da Universidade Federal de São Paulo, Mauro Muszkat, 'ela interfere na plasticidade cerebral, de modo que há diferenças entre o cérebro de um músico e de um não-músico. Favorece a rede de conexões entre os neurônios na parte frontal do cérebro, o que tem relação com os processos de memorização e atenção. Por estimular a comunicação entre os dois lados do cérebro, também está relacionada com as habilidades como o raciocínio e a matemática', afirma o especialista.
São muitos os estudos que provam que a música é um estímulo muito valioso ao desenvolvimento da criança. Segundo o coordenador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil da Universidade Federal de São Paulo, Mauro Muszkat, 'ela interfere na plasticidade cerebral, de modo que há diferenças entre o cérebro de um músico e de um não-músico. Favorece a rede de conexões entre os neurônios na parte frontal do cérebro, o que tem relação com os processos de memorização e atenção. Por estimular a comunicação entre os dois lados do cérebro, também está relacionada com as habilidades como o raciocínio e a matemática', afirma o especialista.
Cada tipo de som exerceria influência em determinada área cerebral. A música básica, rítmica, relaciona-se com a porção anterior. O som melódico age nas áreas temporais e a música com contrastes e efeitos influencia áreas associativas. Músicas mais lógicas, como as de Mozart, estimulam a resolução de problemas espaciais. Não há um efeito único, mas em geral a música modifica a atividade elétrica do cérebro, potencializando várias áreas.
Já a Universidade de Hong Kong realizou pesquisa com 90 meninos e meninas, entre 6 e 15 anos. Metade dos avaliados integrava a orquestra da escola e aprendia a tocar um instrumento, enquanto a outra metade não tinha formação musical. Cinco anos depois, constatou-se que as crianças que participaram da atividade musical mostraram mais capacidade de memorização de palavras. Segundo os estudiosos, fazer escalas ao piano, por exemplo, desenvolve o lado esquerdo do cérebro, local de concentração da memória verbal e das aptidões musicais. Na Universidade da Califórnia em Irvine, dois grupos de crianças foram estudados; um deles teve lições de piano e cantava no coro diariamente. Após oito meses, as crianças musicadas eram experts no domínio de quebra-cabeças, atingindo desempenho 80% superior aos colegas em inteligência espacial.
Depois da sanção da lei 11.769, que torna obrigatória a inclusão da disciplina música no ensino fundamental e médio das redes públicas e particulares no Brasil, começou a ser debatido como esse ensino se dará quanto à capacitação de professores, infra-estrutura de escolas públicas, material didático e plano de aula. O conselheiro da Abemúsica Marcelo Aziz considera a aprovação da lei um avanço significativo no campo das artes. 'Acredito que haverá o aumento do interesse pela música. A linguagem musical sempre esteve presente na vida dos seres humanos, fazendo parte da educação de crianças e adultos. Na Grécia, era considerada fundamental na formação, assim como filosofia e matemática', conclui.
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 12 DE OUTUBRO DE 2008
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 12 DE OUTUBRO DE 2008
Fonte: Correio
APAES: DE MÃOS DADAS COM A INCLUSÃO
Inclusão social. Um novo paradigma? Alguns anos atrás, quem seria capaz de imaginar que a luta em defesa das pessoas com deficiência seria amplamente anunciada? Talvez um louco ou um idealista. Hoje, felizmente, o nosso olhar vislumbra o ser, com suas diferenças e potencialidades, com seu tempo e maturação. E mais do que ninguém, os apaeanos sabem disso, desejam a inclusão social e, quiçá um dia, que todos estejam incluídos como cidadãos.A Federação das
Associações de Pais de Amigos dos Excepcionais do RS (Apaes) é filiada à Federação Nacional das Apaes, instituição filantrópica fundada em 1954. Atualmente, congrega 205 Apaes redistribuídas em 22 Conselhos Regionais, que prestam atendimento a 454 municípios do seu entorno, atendendo aproximadamente 18 mil alunos com deficiência mental no Rio Grande do Sul. Nosso atendimento busca garantir às pessoas com deficiência mental uma Educação inclusiva, dentro de um processo de desenvolvimento institucional da escola e do sujeito com oportunidades para trabalhar a cidadania, a diversidade e o aprendizado.Além do atendimento pedagógico, as Apaes ainda oferecem políticas de saúde, assistência social, trabalho, esporte, lazer e informática.
A missão do movimento apaeano é, assim, promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientações, prestação de serviços e apoio à família direcionados à melhoria da qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.Mas almejamos que essa inclusão seja realizada no verdadeiro sentido da palavra.
Ato ou efeito de incluir-se, envolver, fazer parte. Queremos que nossos alunos freqüentem a escola comum, porque estarão aptos a continuar paralelamente aos demais colegas da turma; que sejam bem recebidos por uma escola acessível e com professores capacitados. Desejamos tudo isso que hoje oferecemos nas nossas escolas reconhecidas e autorizadas. E é o livre-arbítrio da família que deverá, de forma consciente, eleger a melhor escola. Enquanto isso, continuamos fazendo bem-feita a nossa parte. Educação digna para todos!
Aracy Maria da Silva Lêdo Presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do RS
Fonte: Correio do Povo - 18/10/2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Down na terceira idade
As pessoas com a síndrome estão vivendo mais.
Quem vai cuidar desses velhinhos?
Meio século atrás, pessoas com síndrome de Down raramente sobreviviam além da adolescência. Essa situação mudou inteiramente. A expectativa de vida delas saltou para 56 anos, e já não causam surpresa aquelas que ultrapassam os 60 ou mesmo os 70 anos. Vários fatores contribuíram para que isso acontecesse – a assistência médica específica e mais eficiente, maior oportunidade de convívio social, o acesso à escola e ao mercado de trabalho são os principais. Isso tudo formou uma geração de indivíduos que nasceram com Down e estão chegando à terceira idade. Trata-se de inesperado desafio. Como lhes proporcionar os cuidados de que necessitam na velhice? Quando chegam a essa fase da vida, seus pais, as pessoas que geralmente davam atenção a eles desde pequenos, ou estão muito velhos ou morreram. "No passado, os médicos diziam para os pais não se preocuparem, porque os problemas físicos nunca deixariam pessoas com Down chegar à idade adulta", diz Jô Clemente, uma das fundadoras da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de São Paulo. "A situação agora é completamente outra."
Estima-se em 300.000 o número de brasileiros com Down. A síndrome ocorre quando o cromossomo 21, em lugar de ser formado pelo par normal, ganha um terceiro elemento. Os sinais exteriores da alteração genética são perfeitamente visíveis. Os olhos amendoados e o rosto arredondado lembram vagamente traços orientais. Os músculos são flácidos, o que dificulta a fala e aumenta a possibilidade de quedas. O metabolismo mais lento favorece a obesidade. O desenvolvimento intelectual é comprometido em grau variado. Problemas nos órgãos internos e no sistema imunológico também são freqüentes e exigem atenção médica (veja o quadro abaixo).
Muitos desses problemas podem ser minorados com o atendimento adequado. Em centros especializados e nas mais de 2.000 Apaes espalhadas pelo Brasil (quase uma para cada dois municípios), fonoaudiólogos treinam a fala, fisioterapeutas ensinam exercícios para fortalecer a musculatura e terapeutas estimulam o desenvolvimento cognitivo com brincadeiras e atividades. Poucas dessas pessoas com Down que hoje têm mais de 60 anos foram diretamente beneficiadas por essa estrutura de apoio, criada sobretudo nas últimas duas décadas. Alcançaram a terceira idade em grande parte graças ao esforço dos pais e familiares para incluí-las no convívio familiar e na sociedade.
A paulistana Danimira Antonia Ursich, de 61 anos, freqüenta a Apae desde 1990. Lá pratica tapeçaria e outros tipos de artesanato. Filha de eslovenos, conversa com fluência na língua que aprendeu com os pais. O português ela praticou com os irmãos. "Ela sempre foi incluída em todas as atividades da família. Foi uma orientação intuitiva dos pais na época", diz a irmã Mileni Ursich, médica de 69 anos, que a acolheu em casa. Quando pequena, Danimira foi alfabetizada numa escola para crianças com deficiência mental mantida por um grupo de médicos no quintal de uma casa. "Os principais responsáveis pela melhoria observada nas pessoas com síndrome de Down foram os familiares, que exigiram e forçaram os profissionais de saúde a se preparar para lidar com seus filhos", diz o médico geneticista e pediatra Zan Mustacchi, do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo.
O novo desafio dos pais agora é planejar a velhice dos filhos com Down. Os especialistas aconselham a treinar o deficiente para uma vida com autonomia. Isso significa ensinar a realizar sem ajuda tarefas do cotidiano, como fazer compras no supermercado, usar o sistema de transporte público e cozinhar. Um curso profissional pode prepará-lo para o trabalho. Um indivíduo com síndrome de Down pode perfeitamente fazer trabalhos repetitivos em linha de montagem ou ser assistente de portaria. Embora nunca se possa prever o grau de inteligência que uma pessoa com Down atingirá, a maioria é capaz de realizar as atividades domésticas sem supervisão. Outros conseguem avanços maiores. No Brasil, atualmente há cinco pessoas com Down freqüentando a universidade.
Na terceira idade, todas essas habilidades começam a ser prejudicadas pela debilidade física, mais acentuada que o normal. Um problema então é saber onde essas pessoas com Down vão morar e com quem poderão contar quando as manifestações da idade e outros sintomas ligados à síndrome se acentuarem. Como as Apaes e entidades similares não funcionam como internato, normalmente a responsabilidade é assumida pelos irmãos. "Com a morte de minha mãe, há seis anos, passei a cuidar do Luiz", diz a advogada Lorene Aparecida Silva, 40 anos. Ela mora em Ribeirão Preto, a 310 quilômetros de São Paulo, com o irmão Luiz Antonio Carlos da Silva, 61, que tem Down. Durante o dia, enquanto ela trabalha, Luiz permanece na Apae, onde pinta e monta mosaicos. Nos fins de semana, os dois aproveitam a piscina da casa ou saem para tomar sorvete.
Adultos com Down exigem cuidados especiais. Por exemplo, eles têm enorme dificuldade em lidar com situações novas. "Qualquer coisa que saia da rotina de um indivíduo com deficiência mental provoca grande ansiedade, que pode gerar conflitos", diz Silvia Longhitano, geneticista da Universidade Federal de São Paulo. A necessidade de exercícios físicos também é maior, devido à debilidade muscular. A ocorrência da doença de Alzheimer também se dá de forma precoce. O quadro degenerativo que leva a rompantes agressivos e perda progressiva de memória se manifesta a partir dos 40 anos em pessoas com Down, enquanto no restante da população ocorre após os 60. "Meu irmão sempre foi uma pessoa alegre e divertida, mas tem estado um pouco nervoso ultimamente", comenta Cândida Amaral Brito, 47 anos, que vive em Anápolis, Goiás. Filha caçula de uma família de treze irmãos, Cândida cuida do primogênito, Dilmar, que tem Down e 73 anos, e da mãe, de 92. Fã do Flamengo, em meados do ano passado Dilmar apresentou os primeiros sinais de Alzheimer. Com freqüência não reconhece os parentes. A debilidade física o obriga a usar uma bengala de apoio.
No Brasil, há poucos centros especializados no atendimento de idosos com Down. Em 1998, a Apae de São Paulo abriu o Centro Zequinha, onde idosos com deficiência mental podem passar o dia, fazer exercícios físicos e praticar jogos de atenção e memorização, uma forma de combater o Alzheimer. No condomínio Aldeia da Esperança, em Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo, 63 pessoas com deficiência mental moram em pequenos apartamentos, trabalham e são assistidas por fisioterapeutas, nutricionistas e médicos. Quatro dos moradores têm a síndrome de Down. David Maiberg Neto, de 59 anos, é um deles. Órfão de pai e filho de uma senhora de 97 anos, David tem uma vida bem integrada na Aldeia. Nos últimos anos, com a visão e a audição comprometidas, passou a contar com a ajuda da namorada, Sheila Falkas, 36, também moradora do condomínio. "Ela é tudo para mim e eu sou tudo para ela", diz David.
A Aldeia da Esperança não está ao alcance de qualquer cidadão. O custo inicial de ingresso equivale à compra de um pequeno apartamento e a mensalidade é de 3.500 reais. Por outro lado, 30% dos moradores não pagam nada. No momento, há uma fila de trinta candidatos à espera de uma dessas vagas gratuitas. "Infelizmente, nada foi feito pelo setor público. Tudo o que existe para o atendimento de idosos com Down é por iniciativa privada", diz Jô Clemente, da Apae. Esse é um assunto que os órgãos públicos não podem continuar a ignorar. Existe grande possibilidade de o número de pessoas com Down aumentar proporcionalmente em relação ao total da população, uma vez que as mulheres engravidam cada vez mais tarde. Entre as gestantes de 30 anos, a probabilidade de nascer uma criança com Down é de uma a cada 895 nascimentos. Aos 40, o risco sobe para uma a cada 97.
VEJA Veja São Paulo Veja Rio Expediente Fale conosco Anuncie Newsletter
domingo, 12 de outubro de 2008
Ciclo debate ações voltadas para a educação especial
A Comissão de Educação, Cultura e Esportes (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre promoveu, na noite de quarta-feira (17/9), no Plenário Otávio Rocha, o Ciclo de Debates - Desafios do Processo de Inclusão Escolar: Assessorias. Coordenado pela presidente da Cece, Sofia Cavedon (PT), o evento reuniu representantes da Secretaria Municipal da Educação (Smed), diretores, professores, funcionários e familiares de alunos das escolas especiais.A professora Viviane Loss, da área de educação especial da Smed, disse que a equipe de assessoria está consolidada dentro da secretaria e tem construído suas políticas públicas em parceria com as escolas, os professores e parentes dos alunos. Viviane afirmou que a assessoria em educação especial precisa trabalhar articulada com outras secretarias do município para uma ação multidisciplinar. Também informou que a Smed está inaugurando vídeos institucionais que destacam a importância da inclusão de alunos especiais a partir de um atendimento de qualidade nas escolas.
A psicóloga Mara Lago, integrante da assessoria em educação especial da Smed, listou desafios a serem enfrentados pela secretaria. Segundo ela, as quatro escolas especiais da rede municipal não dão conta da grande demanda crescente. Mara também citou como meta o entrosamento de uma rede multidisciplinar, que envolve saúde, justiça, assistência social e famílias. Conforme a psicóloga, há dificuldade ainda na falta de acessibilidade em muitas escolas especiais e regulares, problema que depende de recursos. Outro desafio é o crescente número de casos de transtorno de conduta, que têm solicitado a intervenção dos especialistas das assessorias de educação especial. A assessoria da Smed nessa área, de acordo com Mara, dá-se, basicamente, pelo acompanhamento multidisciplinar e com a realização de reuniões mensais com professores, funcionários e familiares de alunos.A vice-diretora da Escola Estadual Especial Cristo Redentor, Carla Under, defendeu a existência das escolas especiais como fundamentais para a inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais. "A escola especial é inclusiva", disse. Segundo ela, muitos alunos que estavam à margem da sociedade, em clínicas, sem escolaridade, têm a oportunidade de crescer em uma escola especial. Porém, ressaltou Carla, é preciso respeitar o direito das famílias de decidirem se querem matricular seus filhos em uma escola regular ou especial. "O importante é que os alunos se sintam acolhidos, com qualidade", disse. Carla lembrou que a escola especial do passado é muito diferente da atual, pois adota propostas pedagógicas que favorecem as trocas e a cooperação entre alunos e tem currículos adaptados.
Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)
Fonte: site da Smed
INCLUSÃO NO MUNDO
Participando de mostras culturais, atividades esportivas e sociais alunos com necessidades educacionais especiais percebem suas possibilidades de inserção no mundo globalizado e se mostram alheios ao olhar curioso dos transeuntes. Mostram-se integrados, apreciam, emitem opiniões e recriam à partir das propostas criadas por artístas e/ou atletas, porém o olhar pedagógico especializado continua sendo necessário, pois é ele que detecta e instiga a possibilidade de cada um. É ela que acredida e faz todo entorno acreditar que é possível fazer e ser diferente.
Rejane Guariglia da Silva
Psicopedagoga
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Escolas recebem inscrições para Educação Infantil
Interessados em vagas em escolas municipais de Educação Infantil, que garantem atendimento a crianças com idade até cinco anos e 11 meses (completos até 28 fevereiro de 2009), devem providenciar inscrições a partir de hoje, 6, até o dia 22, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h, na instituição desejada. Nas 24 escolas de Ensino Fundamental que oferecem Educação Infantil, a inscrição será das 8h às 17h30. Para inscrição, é preciso comprovante de residência, contra-cheque do pai e da mãe e certidão de nascimento do futuro aluno. A distribuição das vagas obedecerá aos seguintes critérios: crianças em situação de risco, baixa renda per capita familiar e proximidade entre residência do interessado na vaga e a escola desejada. Caso os responsáveis pela criança não tenham comprovante de renda, a escola fornecerá um modelo de declaração como autônomo.
A rede municipal de ensino possui 33 escolas de educação infantil e sete Jardins de Praça. A falta de documentação não impede a inscrição e matrícula. Caso a criança não tenha documentos, a família será orientada pela escola a procurar o Conselho Tutelar ou o Módulo de Assistência Social da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) para que sejam providenciados. Seleção - Uma comissão organizada em cada escola, composta por representantes dos diferentes segmentos (pais e representantes da comunidade), é responsável pela implementação e acompanhamento do processo de seleção dos candidatos.
Até 9 de dezembro, as escolas deverão ter divulgado a lista das crianças contempladas com as vagas suplentes e efetivado as matrículas. O ingresso nas escolas de Educação Infantil da rede municipal de ensino pode ocorrer em qualquer época do ano, respeitando o processo de inscrição e seleção. Conforme a coordenadora do Território de Educação Infantil na Secretaria Municipal de Educação (Smed), Fernanda Schumacher de Matos, um dos diferenciais do trabalho da rede municipal é a garantia de um atendimento que leva em consideração as individualidades, sem perder a relação com a comunidade e a participação da família. "Queremos ampliar as potencialidades da criança por meio do contato com as diferentes linguagens e expressões dos saberes na infância", afirma.
Mais informações pelo telefone (51) 3289-1816 , em horário comercial.PMPA03/10/2008
Foto: Divulgação / PMPA Tio Barnabé recebe inscrições de interessados em garantir vaga para o ano que vem.
EDUCAÇÃO Escola Tio Barnabé prepara inscrições para vagas A Escola Municipal de Educação Infantil Tio Barnabé, que atende filhos de funcionários da prefeitura, receberá inscrições de interessados em garantir vaga para o ano que vem. A diretora da escola, Cindi Sandri, ressalta que, para concorrer à vaga, a criança deverá ter de quatro meses a cinco anos e 11 meses completos até 28 de fevereiro de 2009. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 06 e 22, das 7h30 às 17h30.Servidores interessados em realizar a inscrição devem comparecer à instituição de ensino, inclusive ao meio-dia, com cópias originais do contracheque, do comprovante de residência e da certidão de nascimento da criança. A escola fica na Rua Otto Ernest Meyer, 55, Cidade Baixa.A Tio Barnabé atende 125 crianças, em seis turmas, desde o Berçário 1 até o Jardim B, em turno integral, das 7h às 19h. Cindi destaca que a inscrição não garante vaga. “Será realizado um processo de seleção, com a participação dos interessados nas vagas, para definir quem serão os contemplados”, avisa a diretora, adiantando que a renda familiar é preponderante na ordem de preenchimento de vagas. A Escola Municipal de Educação Infantil Tio Barnabé completará 22 anos de existência em 27 de março de 2009. Mais informações pelo telefone 3227 4591. Site:http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smed/
Foto: Divulgação / PMPA Tio Barnabé recebe inscrições de interessados em garantir vaga para o ano que vem.
EDUCAÇÃO Escola Tio Barnabé prepara inscrições para vagas A Escola Municipal de Educação Infantil Tio Barnabé, que atende filhos de funcionários da prefeitura, receberá inscrições de interessados em garantir vaga para o ano que vem. A diretora da escola, Cindi Sandri, ressalta que, para concorrer à vaga, a criança deverá ter de quatro meses a cinco anos e 11 meses completos até 28 de fevereiro de 2009. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 06 e 22, das 7h30 às 17h30.Servidores interessados em realizar a inscrição devem comparecer à instituição de ensino, inclusive ao meio-dia, com cópias originais do contracheque, do comprovante de residência e da certidão de nascimento da criança. A escola fica na Rua Otto Ernest Meyer, 55, Cidade Baixa.A Tio Barnabé atende 125 crianças, em seis turmas, desde o Berçário 1 até o Jardim B, em turno integral, das 7h às 19h. Cindi destaca que a inscrição não garante vaga. “Será realizado um processo de seleção, com a participação dos interessados nas vagas, para definir quem serão os contemplados”, avisa a diretora, adiantando que a renda familiar é preponderante na ordem de preenchimento de vagas. A Escola Municipal de Educação Infantil Tio Barnabé completará 22 anos de existência em 27 de março de 2009. Mais informações pelo telefone 3227 4591. Site:http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smed/
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
PROJETOS PSICOSSOCIAIS: TEMPO LIVRE,
Grupo de Pesquisas em Psicologia Comunitária
CURSO DE EXTENSÃO:
Período: 20 a 24 de outubro
Horário: 19h30min às 22h30min
Local: UFRGS – Instituto de Psicologia
Rua Ramiro Barcelos, 2600, sala 202
COORDENAÇÃO, MINISTRANTES E PROFISSIONAIS CONVIDADOS
Coordenador do Curso
Jorge Castellá Sarriera
Doutor em Psicologia Social. Pós-doutor em Técnicas Estatísticas Multivariadas e em Psicologia Comunitária. Professor adjunto do Instituto de Psicologia da UFRGS e Coordenador do Grupo de Pesquisas em Psicologia Comunitária nesta Universidade.
Ministrantes
Anelise Lopes Rodrigues
Psicóloga. Mestre em Psicologia Social e da Personalidade. Consultora e Pesquisadora em Psicologia Sócio-Desportiva, com atuação em diversos projetos sociais de educação através do esporte, dentre os quais: Fundação Jackie Silva – RJ; Projeto Bom de Bola, Bom na Escola – RJ; Fundação Tênis – RS.
Ângela Carina Paradiso
Psicóloga. Mestre em Psicologia. Possui experiência nas áreas de psicologia clínica, orientação profissional e de carreira. É docente em cursos extensão e especialização em orientação profissional.
Profissionais Convidados:
Nelson Schneider Todt
Doutor em Educação. Mestre em Ciências do Movimento Humano. Professor da PUCRS e Coordenador do Grupo de Pesquisas em Estudos Olímpicos nesta Universidade. Atual Presidente do Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin.
Luis Carlos Enck
Diretor Técnico e Superintendente da Fundação Tênis, entidade de atuação consolidada no desenvolvimento social e psicopedagógico de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social por meio da prática do tênis. Dispõe atualmente de sete núcleos de atividades, sendo seis no estado do RS e um em SP.
PROGRAMAÇÃO
20 de outubro – Segunda-feira
Conceitos Iniciais
Tempo livre, ócio e lazer na juventude
A emergência do Terceiro Setor
Direito, Cidadania, Políticas Públicas e Responsabilidade Social
21 de outubro – Terça-feira
Esporte, Lazer e Tempo livre na juventude
Esporte e juventude: perspectiva historiográfica
Usos políticos do esporte no contexto social brasileiro
Jovens carentes, mito das classes perigosas e o salvacionismo através do esporte
Esporte e organismos internacionais: financiamento; globalização de praticas e saberes Esporte e mídia: estratégias de conscientização através do esporte (vídeos)
Apresentação de Cases
22 de outubro – Quarta-feira
Professor Convidado: Nelson Schneider Todt - “Contribuições pedagógicas do esporte: a experiência de implementação da pedagogia olímpica em projetos sociais esportivos”
Projetos Sociais: Elaboração, Execução e Gestão
23 de outubro – Quinta-feira
Avaliação e Monitoramento
Avaliação como instrumento de gestão
Monitoramento: trabalhando com indicadores sociais
Avaliação de Resultados: Métodos de Coleta de Dados, Questionários, Entrevistas e Grupos Focais
Avaliação de Resultado e de Impacto
Professor Convidado: Luis Carlos Enck – Case Fundação Tênis: “Implementação de ferramentas de gestão”
24 de outubro – Sexta-feira
Apresentação de Cases e Oficina
RELEVÂNCIA
No Brasil, em especial nas últimas décadas, evidencia-se a proliferação de inúmeros projetos sociais destinados à juventude em situação de carência e/ou vulnerabilidade social. Muitos destes projetos buscam promover práticas de esporte e lazer como forma de ocupar o tempo livre destes jovens, promover a cidadania e inclusão social. Neste curso serão discutidos diversos aspectos implicados na elaboração, execução e gestão de projetos sociais de esporte, oferecendo-se subsídios teóricos e práticos que possam constituir-se em alternativa ao enfrentamento dos inúmeros desafios que se impõe no cotidiano dos profissionais que atuam neste setor.
OBJETIVO GERAL
Fornecer subsídios teóricos e técnicos a fim de qualificar a elaboração, execução e avaliação de projetos sociais na área do tempo livre, tornando-os mais efetivos e eficazes na promoção do desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes.
PÚBLICO ALVO
Profissionais e estudantes de diferentes áreas que atuam ou pretendem atuar em projetos sociais voltados ao tempo livre tendo em vista o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes.
INVESTIMENTO
Estudantes: R$ 50,00
Profissionais: R$ 80,00
CARGA HORÁRIA
O curso será ministrado em cinco encontros, perfazendo um total de 15 horas aula.
Vagas Limitadas
Maiores Informações: (51) 3308 5239 gppc@ufrgs.br
CERTIFICADO
Será fornecido certificado aos participantes com índice de presença não inferior a 75%.
AVALIAÇÃO
Ao final do curso, como forma de avaliação e de aplicação dos conteúdos abordados, os participantes poderão realizar uma oficina sobre elaboração e/ou gestão de projetos sociais .
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentar e discutir os conceitos de tempo livre, ócio, lazer, esporte;
Discutir ações voltadas ao desenvolvimento psicossocial dos jovens a partir do uso adequado do tempo livre;
Abordar o esporte a partir de uma perspectiva historiográfica, propiciando uma compreensão contextual de sua utilização no âmbito dos projetos sociais;
Apresentar as etapas de elaboração, execução e avaliação de projetos sociais e discutir sua importância em prol do aprimoramento e da qualificação da intervenção;
Discutir cases e pesquisas de avaliação de impacto e resultados de projetos sociais destinados à juventude.
domingo, 28 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Para vencer o preconceito
Embora não sejam obrigadas por lei instituições privadas buscam ter uma estrutura para atender adequadamente o direito de alunos especiais à educação
A dificuldade de locomoção, em virtude de uma paralisia cerebral provocada por uma infecção contraída no hospital, não foi a principal barreira que os gêmeos Guilherme e Gabriel Lubianca, de cinco anos, precisaram enfrentar para poder estudar. O maior desafio foi passar por cima do preconceito.Amãe dos meninos, a médica Luciane Lubianca, tentou matriculá-los em um escola privada da Capital no ano passado. Tudo ia bem até os coordenadores da instituição verem os meninos, que andam com a ajuda de próteses e andadores.– De uma hora para outra tudo mudou. Me colocaram numa outra sala e me aconselharam a esperar mais uma pouco. Eu vi nos olhos deles o preconceito. Foi horrível – lamenta.
Embora não sejam obrigadas por lei instituições privadas buscam ter uma estrutura para atender adequadamente o direito de alunos especiais à educação
A dificuldade de locomoção, em virtude de uma paralisia cerebral provocada por uma infecção contraída no hospital, não foi a principal barreira que os gêmeos Guilherme e Gabriel Lubianca, de cinco anos, precisaram enfrentar para poder estudar. O maior desafio foi passar por cima do preconceito.Amãe dos meninos, a médica Luciane Lubianca, tentou matriculá-los em um escola privada da Capital no ano passado. Tudo ia bem até os coordenadores da instituição verem os meninos, que andam com a ajuda de próteses e andadores.– De uma hora para outra tudo mudou. Me colocaram numa outra sala e me aconselharam a esperar mais uma pouco. Eu vi nos olhos deles o preconceito. Foi horrível – lamenta.
Guilherme e Gabriel hoje estudam na Amigos do Verde, no bairro Higienópolis, uma escola que abriu as portas para as pessoas especiais e que vem tendo resultados surpreendentes com o desenvolvimento de todos os alunos, principalmente os considerados normais, pela possibilidade de conviver com a diferença.
Apesar de a Constituição garantir o acesso à educação para os portadores de deficiências, preferencialmente no ensino regular, muitas escolas ainda permanecem à margem do processo de inclusão.
O presidente do Sindicato dos Estabelecimento do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe), Osvino Toillier, reitera que não existe lei que obrigue o atendimento, mas que o número de instituições que passaram a incluir esses alunos cresce ano a ano.– São poucas que ainda resistem. O que precisam entender é que não é possível atender todas as deficiências. Existem situações em que realmente não há como – aponta.Além dos alunos se adaptarem à escola, o desafio da inclusão exige que a escola se adapte às crianças especiais.
Ana Isabel Lima Ramos, coordenadora pedagógica do Ensino Infantil da Escola Projeto, que atende portadores de deficiência, afirma que as modificações estruturais são a parte mais fácil. Difícil é mudar a cabeça dos professores e a concepção de ensino.– A inclusão só no discurso e não na prática prejudica a todos. Muito pais não entendem que para certos tipos de deficiências, o melhor caminho para o desenvolvimento ainda são clínicas e escolas especiais. É preciso conhecer as realidades de cada um para que todos saiam ganhando – aponta.
Cristiane, mãe da pequena Bianca Sardin Padilla de Oliveira, seis anos, aluna da Amigos do Verde, também teve de fazer uma maratona para achar a escola certa para a filha. A professora universitária conta que uma das escolas visitadas não quis nem ver a menina.– Eles olharam só os exames médicos e descartaram na hora. Eles nem tentaram – lamenta.
Bianca, Gabriel e Guilherme são destaques nas suas respectivas turmas e ajudam a ensinar colegas, professores e pais tanto quanto eles são ajudados.– Eles fizeram reuniões no início do ano e nos explicaram que escola estava abrindo para a inclusão. É bom ver que meu filho não tem preconceito. Ele ajuda o colega que precisa. É ótimo para ele e para nós também – elogia Kalinca Kulpa, mãe do Gabriel, quatro anos.
Fonte: ZH, 16 de setembro de 2008.
gustavo.azevedo@zerohora.com.brGUSTAVO AZEVEDO
INCLUSÃO DE DEFICIENTES
Lei permite várias interpretações
Falta de clareza gera jogo de empurra no ensino regular
Além do preconceito, pais de crianças portadoras de deficiência precisam passar por cima das várias interpretações das legislações para garantir o acesso dos filhos ao ensino regular.Para as associações e entidades representativas das pessoas com necessidades especiais, as leis são claras e obrigam que qualquer rede de ensino atenda os deficientes. Mas sindicatos das escolas e parte do Ministério Público entendem que não há como obrigar a inclusão no setor privado, sendo dever do serviço público.
Falta de clareza gera jogo de empurra no ensino regular
Além do preconceito, pais de crianças portadoras de deficiência precisam passar por cima das várias interpretações das legislações para garantir o acesso dos filhos ao ensino regular.Para as associações e entidades representativas das pessoas com necessidades especiais, as leis são claras e obrigam que qualquer rede de ensino atenda os deficientes. Mas sindicatos das escolas e parte do Ministério Público entendem que não há como obrigar a inclusão no setor privado, sendo dever do serviço público.
Na edição de ontem, Zero Hora mostrou a dificuldade de duas mães para conseguir matricular seus filhos em escolas particulares. Essa situação indignou as entidades ligadas aos portadores de deficiência.– Toda escola faz avaliação. O problema é quando essa avaliação é desenvolvida sem critérios – destaca Alex Garcia, presidente da Associação Gaúcha de Pais e Amigos de Surdocegos e Multideficientes.
Decreto salienta política nacional para deficientes. A Constituição garante o acesso à educação e aponta que isso deve ocorrer prioritariamente no ensino regular. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação referenda esse mesmo artigo e não avança no sentido da regulação.Esse caminho foi tomado por um decreto federal, de 1999, que trata da política nacional para pessoas com deficiência. O texto aponta a matrícula compulsória em estabelecimentos públicos e particulares de pessoas capazes de se integrar à rede regular.
Segundo o presidente da Federação Rio-Grandense de Entidades de Deficientes Físicos, Tarcízio Cardoso, as escolas públicas precisam cumprir a lei, sob pena de perder recursos federais.– Atingir o ensino privado ainda é uma questão de tempo.
Com a inclusão cada vez maior, o Estado e os municípios não terão condições de atender sozinhos e deverão comprar vagas no setor privado – declara.A promotora da Infância e Juventude Synara Buttelli afirma, no entanto, que não há como cobrar a obrigatoriedade no segmento particular.– O que vai ocorrer no futuro é a compra de vagas, como ocorre hoje com os leitos de hospitais – explica.O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do RS (Sinepe), Osvino Toillier, aponta que o bom senso é a melhor alternativa.– Há casos em que não é possível atender. O ideal é uma boa conversa para solucionar os problemas – salienta.
O que dizem as leis
> Três legislações regem o acesso de deficientes à educação. Embora garantam a oportunidade, nenhuma obriga as instituições de ensino privado a matricular alunos.
> A questão já chegou à Justiça, que normalmente orienta as escolas, principalmente as públicas, a atenderem o artigo 208 da Constituição que garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
> A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também consagram os princípios da Constituição, mas não obrigam a oferta do serviço.
Fonte: ZH, 17 de setembro de 2008.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
GRUPO DE ESTUDOS:
TEMA:
"Aspectos cognitivos das pessoas com Deficiência Mental"
Público alvo: Pedagogos, estudantes de Pedagogia, professores e áreas afins.
Coordenação: Elisa Kern – Psicóloga; Especialista em Psicologia Clínica, Escolar, e no Atendimento de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais; professora da Faculdade de Educação da PUCRS; Mestre em Serviço Social.
Horário: quarta –feira, 16:45 às 18:00
Número de participantes: máximo 10.
Início: 17 de setembro de 2008
Duração: setembro a dezembro de 2008
Investimento: R$40,00 ao mês para estudantes R$60,00 para profissionais
Local: Espaço Merkabah
Endereço: Rua Monteiro Lobato, 443, Partenon, fone: (51) 3779-7266.
Celular/Elisa: (51) 9242-5841
e-mail: ekern@pucrs.br
TEMA:
"Aspectos cognitivos das pessoas com Deficiência Mental"
Público alvo: Pedagogos, estudantes de Pedagogia, professores e áreas afins.
Coordenação: Elisa Kern – Psicóloga; Especialista em Psicologia Clínica, Escolar, e no Atendimento de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais; professora da Faculdade de Educação da PUCRS; Mestre em Serviço Social.
Horário: quarta –feira, 16:45 às 18:00
Número de participantes: máximo 10.
Início: 17 de setembro de 2008
Duração: setembro a dezembro de 2008
Investimento: R$40,00 ao mês para estudantes R$60,00 para profissionais
Local: Espaço Merkabah
Endereço: Rua Monteiro Lobato, 443, Partenon, fone: (51) 3779-7266.
Celular/Elisa: (51) 9242-5841
e-mail: ekern@pucrs.br
Assinar:
Postagens (Atom)