sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ciclo de Debates do Fórum pela Inclusão escolar - 30/06

O primeiro encontro do Ciclo de Debates do Fórum pela Inclusão Escolar ocorrerá na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, às 19h com o tema: "SIR e Escola Regular", contando com os relatos das professoras Letícia (SIR Monte Cristo) e Giovana (Chico Mendes) e debatedora Zélia Farenzena.

terça-feira, 24 de junho de 2008

II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Resoluções e moções
A II Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre teve o tema Inclusão, Acessibilidade e Cooperação: A Cidade Conquista e Avança. O evento foi realizado nos dias 18 e 19 de junho de 2008. A seguir, apresentamos as deliberações e moções aprovadas pelos grupos temáticos e ratificadas pela plenária e a nominata dos delegados eleitos. As resoluções serão encaminhadas por esses delegados à Conferência Estadual, em 21 e 22 de agosto.
Cada um dos grupos temáticos definiu três itens referentes a Avanços, Dificuldades e Desafios relacionados à Acessibilidade e Inclusão de Pessoas com Deficiência em Porto Alegre.
RESOLUÇÕES:
GRUPO TEMÁTICO 1 – SAÚDE E REABILITAÇÃO PROFISSIONALAVANÇOS1. Criação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdepa);2. Adesão ao Decreto Lei nº 6.215;3. Benefício da Prestação Continuada agora com possibilidade de recebimento, depois de cessada por causa de emprego obtido, ou seja, o BPC volta a ser concedido se a pessoa perde o trabalho. DIFICULDADES1. Atendimento na Rede às especialidades;2. Dificuldade de incluir pessoas com deficiência nas empresas, pois os pré-requisitos são maiores do que a capacidade dos candidatos com deficiência;3. Demora de atendimento pelo Sistema Único de Saúde na questão de órteses e próteses. DESAFIOS 1. Implantação do GT que será responsável pela implantação do Decreto Lei 6.215, envolvendo as secretarias e órgãos municipais de Saúde, Habitação, Transportes, Direitos Humanos, Educação e Assistência Social;2. Capacitação profissional, conscientização e sensibilização das empresas para receber os deficientes como profissionais;3. Aumento no atendimento de habilitação e reabilitação, com recursos do Fundo Municipal.
GRUPO TEMÁTICO 2 – EDUCAÇÃO E TRABALHOAVANÇOS1. Movimentos e Conferências como esta, para discutir e implementar políticas de inclusão social;2. Avanços na legislação sobre inclusão social;3. Inclusão, no quadro de funcionários de empresas privadas, de pessoas das diversas áreas de deficiência. DIFICULDADES1. Falta de capacitação dos profissionais para atender a demanda de pessoas com necessidades educacionais especiais e pessoas com deficiência;2. Falta de mecanismos de fiscalização das políticas e leis de inclusão social, e decisões sem a participação das pessoas diretamente envolvidas, tais como deficientes, seus familiares e profissionais da área da educação);3. Insuficiência de programas de divulgação, inclusão e sensibilização junto às empresas quanto a capacidade e potencial das pessoas com deficiência. DESAFIOS 1. Manutenção das escolas especiais como espaço inclusivo;2. Capacitação dos profissionais da educação em relação à quantidade e especialização a partir de mapeamento prévio das pessoas com necessidades de educação especial e pessoas com deficiência, contemplando oficinas de capacitação para o trabalho;3. Criação de mecanismos de fiscalização do cumprimento das políticas e leis de inclusão social, abrangendo sanções para o descumprimento das determinações legais inerentes à matéria.
GRUPO TEMÁTICO 3 – ACESSIBILIDADE UNIVERSAL AVANÇOS1. Criação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência;2. Criação da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social;3. Implementação da botoeira para deficientes visuais nos elevadores. DIFICULDADES1. Falta de acessibilidade universal nas calçadas e no mobiliário urbano;2. Mais ônibus adaptados para pessoas com deficiência;3. Regramento do mobiliário urbano, conforme Normas da ABNT. DESAFIOS 1. Criação do cargo “Fiscal de Acessibilidade” pela Seacis2. Redução de impostos nas tecnologias assistivas para deficientes, nas três esferas de governo.3. Criação de fundos municipal, estadual e federal para isenção fiscal e disciplina de projetos.
MOÇÕES:
MOÇÃO DE Jorge Renato Castro Brasil
Que se cumpra a legislação vigente, que reserve e contemple, com um número superior a 5%, as pessoas com deficiência, com a moradia social, fora das áreas de risco, hoje a única maneira da pessoa com deficiência conseguir uma moradia digna.
Por não haver uma lei municipal percentuando a quantidade de moradia social, este público – os deficientes – com sua vulnerabilidade social não tem acesso, morando de favor ou em residências de qualidade muito baixa pelo valor de aluguel, este público deficiente, não consegue a digna moradia social.
O número de crianças deficientes usuários de remédios anticonvulsivos e com baixa imunidade é imenso.
Assinam a moção 41 conferencistas.
MOÇÃO DE Eri Domingues da Silva
Garantir a produção em Braille, em tipos ampliados e em áudio, de toda a documentação legal, informativos, folderes e quaisquer outros impressos públicos direcionados à comunidade em geral.
Assinam a moção 45 conferencistas
MOÇÃO PELA MANUTENÇÃO DAS ESCOLAS ESPECIAISDorisnei J. da Rosa
Gostaríamos de relembrar a trajetória de Porto Alegre, prefeitura e criação das escolas especiais.
Há 20 anos foram criadas as escolas especiais. Hoje, são quatro, as quais são consideradas espaços educativos, com ensino de qualidade para PPDs.
As escolas especiais funcionam pensando no desenvolvimento e construção dos diferentes sujeitos, com suas diferenças e igualdades, pensando desde zero ano até os 21 anos, na sua inclusão de fato, na filiação e mito familiar (pois não são filhos da síndrome ou da patologia, mas de seus pais), na identificação com seu gênero (feminino ou masculino), na cultura e no social (por exemplo, nas escolas infantis), no ensino fundamental, no Seja e no trabalho, de acordo com possibilidades de cada um e, enfim, na própria educação especial, para aqueles que ainda não são acolhidos e não suportam a escola regular, visto suas condições diacrônicas e sincrônicas para suportar e acessar um currículo normatizante e homogêneo, o qual ainda não considera as “defasagens (grandes) no desenvolvimento cognitivo” dos PPDs, como por exemplo não consideram sujeitos que “funcionam como bebês”, que não têm atividades de vida diária independente, que usam fraldas, que não brincam, ou, por exemplo, que batem e ainda não se alfabetizaram...Bom, são exemplos da clientela que as escolas especiais hoje acolhem, trabalhando-os em grupo, de forma pedagógica, mas considerando o individual de cada um...Igual, também consideramos que acolhemos também outra clientela, que são aqueles com traços psicóticos e/ou autistas, síndromes, cadeirantes com grande atraso no desenvolvimento cognitivo, crianças com transtornos no DNPM etc que necessitam de um trabalho onde o currículo seja flexível, o espaço pode ser transitório (até onde o sujeito necessite e depois vá para Educação Fundamental e afins) heterogêneo e não normatizante. Aqui é considerado a “aprendizagem”, proporcionando atividades que intervenham no desenvolvimento como um todo.Ainda achamos necessária a escola especial, visto o que foi apontado acima, bem como seria excluir os PPDs de um trabalho de qualidade, ao normatizá-los, de forma a colocá-los na educação formal/fundamental, se ainda não estão preparados para tal. Muitos são a clientela, que antigamente estava infantilizada e em clínicas multiprofissionais, sem acesso a uma educação pedagógica. Para tal, é necessário uma caminhada para inclusão da clientela, PPDs com transtorno no DNPM para incluí-los no ensino formal. Para isto as escolas especiais de Porto Alegre vêm como espaço de currículo flexível, transitório, heterogêneo e promotor de reconstrução e inclusão destes nos vários eixos – cidadania, cultura, grupo, filiação, conteúdos e desenvolvimento estrutural e instrumental conforme cada sujeito, sendo também muitas vezes a preparação para passagem desses outros espaços formais.
Em outros, a escola especial é o espaço possível e inclusivo na relação da criança com graves transtornos para ser trabalhado a diversidade, a relação com o outro colega e mundo e seus conteúdos, bem como daí a promoção de mudanças no desenvolvimento...
Na verdade um paradigma: “Não somos todos iguais... há diferenças... a inclusão vem para acolher e não para homogeneizar espaços... a diversidade também é uma escolha em dado momento”.
(Assinam a moção 45 conferencistas).
19/06/2008 - Jornal do Comércio Opinião 04 De Porto Alegre para os porto-alegrenses
Desde a sua criação, a Secretaria de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis) assume compromisso com Porto Alegre e especificamente com as pessoas com deficiência da Capital. Foi assim ainda em 2005, quando depois de três meses de funcionamento, seguindo diretriz nacional, realizou a 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Naquele evento, as discussões não tangeram o extremismo do certo ou errado, do a favor ou contra, mas orientaram, sim, a discussão pela cooperação, sugerindo ações a serem aplicadas localmente e outras resoluções a serem levadas para discussão ou intervenção estadual e nacional. Aquela pauta, discutida e encaminhada na 1ª Conferência, norteou as ações da Seacis, que objetivou ter o apoio da sociedade civil, das outras secretarias municipais, das pessoas e dos empreendedores, sem perder o objetivo de pensar pelo e para o coletivo.
Realiza-se, no Centro de Eventos da Cultura Gaúcha, no Parque Harmonia, a 2ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Vamos aprofundar temas referentes à inclusão social e à acessibilidade em nossa cidade, como o diagnóstico que está sendo construído em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC, que culminará no Plano Diretor de Acessibilidade.
Na programação, destaque para a adesão de Porto Alegre ao Compromisso Nacional pela Inclusão da Pessoa com Deficiência, que será formalizada pelo prefeito José Fogaça. Por esse termo, a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, órgão da Presidência da República, e a Prefeitura de Porto Alegre iniciam ações conjuntas para inclusão de pessoas com deficiência.
Nesses quase três anos de atuação, a Seacis enumera ações nas áreas de acessibilidade e inclusão social das pessoas com deficiência, primando pela organização e disseminação dos conceitos inerentes a estas pessoas, para formar uma nova cultura na cidade. Ao mesmo tempo em que atendeu a 378 intervenções e a pedidos de providência, a Seacis contribui permanentemente para a qualificação de deficientes visuais em informática, qualifica servidores municipais, apóia eventos da sociedade civil e mantém os olhos no futuro, tendo em vista que Inclusão, Acessibilidade e Cooperação:
A cidade conquista e avança, tema da nossa conferência, é também objetivo e fim de nossa atuação cotidiana.
Tarcízio Teixeira Cardoso - Secretário de Acessibilidade e Inclusão Social Patrícia Coelho de Souza - MTb 5691/RSAssessoria de ImprensaSecretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (51) 3289-1282
Fonte: Jornal do Comércio
O que eu posso fazer para
que os meus colegas
com deficiência
façam parte da minha turma?

Acessibilidade na Capital é de 60%


Cerca de 60% das 93 escolas da rede municipal de Ensino de Porto Alegre já têm acessibilidade para pessoas com deficiência, incluindo instituições de Educação Infantil e de Ensino Fundamental. Rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, corrimões de apoio são alguns dos equipamentos disponíveis. 'Gosto de estudar matemática, ler na biblioteca e jogar basquete com os colegas. No futuro, quero ser pintor', conta o aluno Alisson Martin da Cunha, 14 anos, que é tetraplégico. Para a secretária municipal de Educação, Marilú Medeiros, as ações de acessibilidade representam ganho na condição de acesso e permanência na escola. 'Em meados de 2005, os alunos com necessidades educacionais especiais representavam 4,5% do total de estudantes matriculados na rede. Agora, são 7,5%', comemora a coordenadora da Educação Especial na Secretaria Municipal de Educação, Viviane Loss. Diferente do ensino regular, nas instituições de Educação Especial, o acesso pode ocorrer em qualquer momento desde que haja vaga.


Fonte: Correio do Povo, 24 de junho

Correio do Povo: Campanha vai estimular a inclusão

Promoção Melhor Amigo Correio do Povo lançada ontem, em Porto Alegre, envolverá escolas no RS

O que eu posso fazer para que os meus colegas com deficiência façam parte da minha turma? Com esse questionamento, a promoção Melhor Amigo Correio do Povo, lançada ontem, pretende estimular a reflexão sobre a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas públicas e privadas em todo o Estado. A iniciativa, que envolverá estudantes dos 5 aos 12 anos, foi explicada a diretores das escolas da rede municipal, no auditório da Secretaria Municipal da Educação (Smed), parceira da ação. O prazo para a entrega das respostas termina em 1º de agosto.Os cupons estarão disponíveis na sede do Correio do Povo (CP) e em edições do jornal (o primeiro foi publicado na edição de ontem). Também haverá distribuição do material aos alunos das 93 escolas da rede municipal da Capital, que somam cerca de 40 mil crianças na faixa etária que envolve a promoção. 'Desde a infância, é importante estimular o debate sobre o tema. A campanha irá além da sala de aula', ressaltou a coordenadora da Educação Especial da Smed, Viviane Loss. Na Capital, a rede de Ensino atende a 4 mil alunos com algum tipo de deficiência, desde a Educação Infantil até a EJA. No lançamento, o secretário municipal de Acessibilidade e Inclusão Social, Tarcízio Cardoso, salientou a necessidade de mudança de cultura. 'As crianças precisam chegar à fase adulta pensando que a pessoa com deficiência é igual a qualquer outra.'.O autor da frase mais criativa ganhará um computador. A escola do vencedor receberá ainda um computador com um programa que permita sua utilização por pessoas com deficiência visual. A resposta deve ser escrita no cupom da promoção ou em carta para o jornal. A entrega pode ser feita no CP ou por correspondência (rua Caldas Júnior, 219, Porto Alegre, Centro, CEP 90019-900). Na frente do envelope, é preciso escrever Promoção Melhor Amigo Correio do Povo. A iniciativa, que conta com o apoio da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, integra a campanha Dá Pra Viver Com Deficiência, Mas Não Dá Pra Viver Sem Trabalho, do Grupo Record/RS.

EDUARDO SEIDL
Iaci Rocha, do Marketing do Correio do Povo, apresentou o cupom da ação social
Fonte: Correio do Povo - 24 de junho

sábado, 21 de junho de 2008

Festa Junina na Escola Municipal Especial Prof. Elyseu Paglioli



A Escola "Elyseu Paglioli" realizou no dia 19, quinta-feira, uma festa junina com direito a fogueira para aquecer a fria noite de lua cheia. A comunidade escolar participou em peso.

Uma barraca de venda de fotos lembrava os tempos do interior, quando as famílias reuniam-se para em frente a um cenário registrar suas memórias.

Ane



Ciclo de Debates do Fórum pela Inclusão escolar

Primeiro encontro:

Dia: 30/06 (quarta-feira)
Hora: 19h às 22h
Local: Câmara de Vereadores de Porto Alegre

FÓRUM SOBRE A INCLUSÃO - Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre

Notícias sobre o Forum pela Inclusão escolar:
- As reuniões do Fórum pela Inclusão escolar serão na 2ª sexta-feira de cada mês, às 9h e estão abertas a quem quiser participar. Por enquanto, acontecerão na sede da APAE na Rua Uruguai, 300 - 14º andar.
- Na próxima quarta-feira, dia 25/06, às 14h30min, acontecerá uma Reunião com os representantes dos pais nos Conselhos Escolares das 4 escolas especiais do Município de Porto Alegre, com a coordenação do Forum e o Sr. Brasil, pai de um aluno da Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Prof. Lygia Morrone Averbuck, que está participando ativamente, com a intenção de que os representantes dos Pais possam repassar aos pais das suas escolas a necessidade de envolvimento.
Após acontecerá uma Reunião aberta a todos os Pais com a participação da profª Zélia Farenzena, como formação a estes, no mês de agosto.
PARTICIPEM!!!!!!
Porto Alegre pode mais
Artigo publicado na página Ensino do jornal Correio do Povo.


O desafio de incluir os alunos com necessidades educativas especiais de verdade na escola está colocado para quem defende o direito de todos à educação.

Porto Alegre tem dado passos importantes neste sentido, mas ainda de forma fragmentada: cada rede de ensino à sua maneira, cada escola com sua proposta pedagógica; cada família com sua luta para romper barreiras, conquistar uma vaga realmente adequada ao seu filho, onde acolhimento e aprendizagem aconteçam.

Com as diretrizes colocadas pelo Governo Federal, no sentido da inclusão de todos nas escolas comuns, um movimento de diálogo de cidade inicia. Primeiro, defensivamente: manter as Escolas Especiais, espaço conquistado com luta e, muitas vezes, única política pública que chega às nossas crianças, adolescentes e jovens com necessidades educativas especiais.

E agora, mais consistente e articulado: a constituição de um Fórum pela Inclusão Escolar que mobilize todos os que mantém, atuam e são atendidos pela educação especial. Por um lado, para publicizar e colocar em debate cada experiência, sua fundamentação teórica, avanços e limites; por outro lado, rever conceitos, práticas, propostas pedagógicas - a partir da pesquisa e reflexão da universidade - para construir alternativas que representem avanços na inclusão.

Um ciclo de debates já é iniciativa do Fórum: cinco encontros mensais, de junho a novembro, que colocará na mesa o debate teórico e a experiência dos movimentos de inclusão tanto na escolas especiais quanto nas comuns. Terá registro, que se transformará em texto para devolução à cidade.

Queremos ainda, que este caminho resulte num primeiro diagnóstico, quantitativo sim, mas principalmente qualitativo da oferta e demanda constituídas em Porto Alegre e com isto gerar, reavaliar, ampliar políticas públicas de inclusão escolar.

O propósito é ousado! Por isto, estão todos convidados e muitos destes já envolvidos: conselhos de direitos, de educação, o legislativo municipal, as escolas públicas, privadas, especiais e comuns, pais, professores e funcionários, representantes das Salas de Integração e Recursos, secretaria municipal e estadual de educação e de acessibilidade, entidades de classe representativas dos segmentos e especialmente os próprios alunos, cuja voz, necessidades, escolhas, só serão de fato respeitadas se forem eles também protagonistas.

Como afirma Eri Domingos, professor da Sala de Recursos Visuais: “não quero que façam para mim, quero que façam comigo”. E isto o Fórum quer honrar!

Sofia Cavedon – Presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Pesquisadoras do Cepre apresentam técnica para tornar a arte pictórica acessível ao aluno com deficiência visual













É uma tendência cada vez mais acentuada também no Brasil, particularmente em museus de São Paulo e do Rio de Janeiro. Esta acessibilidade, no entanto, pode ser assegurada já a partir da escola fundamental, por iniciativa dos professores de artes, mesmo que de forma simplificada. É esta a proposta da artista plástica Laura Chagas, em trabalho de iniciação cientifica que realizou no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto (Cepre) da Faculdade de Ciências Médicas. A artista contou com a orientação de Lucia Reily, pesquisadora e arte-educadora do Cepre e professora de fonoaudiologia e do programa de pós-graduação do Instituto de Artes.
"A idéia inicial que eu acalentava era produzir um livro com ilustrações táteis para os deficientes visuais. Nas conversas com a professora Lucia, veio a proposta de selecionar algumas pinturas importantes da arte brasileira e trabalhá-las em relevo ou em algum suporte tátil, a fim de que eles pudessem ter contato com obras pictóricas. Não se trata de uma tradução - o que seria impossível - e nem de uma adaptação, mas de uma mediação", esclarece Laura Chagas. Como o objetivo é possibilitar este contato desde a infância, a autora optou por utilizar materiais baratos e técnicas simples, reprodutíveis e acessíveis aos professores da escola fundamental.
Fotos: Orientadora Profa. Lucia Reily e a Artista Plástica Laura Chagas
Fonte: Unicamp - Sala de Imprensa 13/12/2006

Boa escola para todos, por Mariza Abreu*

Hoje, o governo do Estado apresenta à sociedade gaúcha o programa estruturante Boa Escola para Todos, de responsabilidade da Secretaria de Educação.Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul, que já teve a melhor educação pública do país, perdeu posição no contexto nacional. Em 2005, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do MEC indica que nossa rede estadual ficou em sexto lugar na 1ª a 4ª série, quarto lugar na 5ª a 8ª série e segundo lugar no Ensino Médio. Para reverter essa tendência, o Boa Escola para Todos vem para melhorar a qualidade da educação básica, com redução da repetência e evasão escolar e aumento dos níveis de aprendizagem, e expandir e qualificar a educação profissional.Identificado com o movimento nacional Compromisso Todos pela Educação e a Agenda 2020, o Boa Escola para Todos será desenvolvido até o final de 2010 por meio de cinco projetos estruturantes.
O Sistema de Avaliação Educacional do Rio Grande do Sul (Saers) tem duas ações já em andamento: a avaliação externa do rendimento escolar dos alunos nos ensinos Fundamental e Médio e o projeto piloto para Alfabetização de Crianças com Seis e Sete Anos, para construir a matriz de habilidades e competências cognitivas em alfabetização e matemática para o 1º e 2º anos do Ensino Fundamental de nove anos. Os resultados dessas ações devem reorientar a formação continuada dos professores, permitir a divulgação das boas práticas de escolas com melhores resultados e a identificação de escolas com resultados insuficientes para receber apoio do governo, e desenvolver uma cultura de avaliação na educação gaúcha.
O projeto Professor Nota 10 - Valorização do Magistério prevê ações, várias em execução, de formação continuada dos professores, vinculada ao trabalho em sala de aula e aumento dos níveis de aprendizagem, e implantação de uma nova legislação para o sistema educacional gaúcho, para aperfeiçoar o concurso público e os procedimentos de contratação temporária, de forma a agilizar o provimento de pessoal das escolas e a melhorar a qualidade dos professores admitidos; articular a progressão na carreira do magistério com a melhoria da qualidade do ensino, de acordo com leis e normas federais; e fortalecer a autonomia da escola de forma articulada com a prestação de contas dos resultados educacionais.
O projeto Escola Legal visa à manutenção e ampliação de espaços escolares para assegurar às escolas estaduais as condições físicas necessárias ao desenvolvimento de suas atividades com boa qualidade, garantir acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e adequar a estrutura física das escolas estaduais à lei de prevenção de incêndio. Várias obras escolares já foram realizadas ou estão em andamento desde 2007.
* Secretaria de Educação RS
Fonte: Zero Hora - 4 de junho - N° 15622Alerta

VALENTINA

Após 2 meses, bebê de mãe com síndrome de Down e pai com atraso mental é registrado
Plantão Publicada em 13/06/2008 às 08h34mJussara Soares, Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - Nascida há dois meses e três semanas, o bebê Valentina foi finalmente registrado nesta quinta-feira no cartório da cidade de Socorro, a 135 quilômetros da capital. Filha de Maria Gabriela Andrade Damate, de 27 anos, portadora de síndrome de Down, e de Fábio Marcheti de Moraes, de 28 anos, que possui um atraso mental, ela teve a certidão de nascimento negada porque o pai não conseguia declarar a paternidade. Neste caso, ela deveria ser registrada apenas no nome de Maria Gabriela - o que não foi aceito pela família dela.
A emissão da certidão de nascimento foi determinada, na terça-feira, pela juíza Érica Brandão, da 2 Vara Cível do município. Diante da juíza e do promotor Elias Francisco Chaib, mesmo com dificuldade, Fábio conseguiu declarar que era o pai de Valentina e namorado de Gabriela. E fez questão de enfatizar sua participação para a concepção da filha.
- Perguntaram se ele mantinha relação sexual com Maria Gabriela, e o Fábio disse que era todo dia - diverte-se a avó materna, Laurinda Ferreira de Andrade, de 51 anos, que procurou o Ministério Público para que a neta tivesse nome de pai e mãe no registro.
Com a certidão da filha em mãos, Fábio era só felicidade.
- Agora eu sou pai. Até ontem eu não era - disse Fábio, com a filha no colo.
Como ele não sabe escrever, coube à Gabriela assinar o registro de nascimento.
- Estou muito feliz - disse a mãe que, embora já more com Fábio, ainda não desistiu da idéia de se casar, "de papel passado" em cartório e na Igreja.
Para a avó Laurinda, que é quem cuida de fato da pequena e saudável Valentina, ela e Gabriela estão em papéis trocados.
- Eu fico com a educação, e a Gabriela com o papel de paparicar, que em geral é a função de vó - observa Laurinda, elogiando o desempenho da filha como mãe.
- Gabriela é muito delicada. Já troca fralda e me ajuda no banho. Vou fazer questão que ela leve a filha à escola, como toda mãe - disse.
O desejo agora é que Valentina - que significa coragem e de saúde perfeita - não tenha que enfrentar outro preconceito por causa da deficiência dos pais.
- Espero que nunca mais ela passe por uma situação assim. Vou educar a Valentina para que ela tenha orgulho dos pais - disse.
Tanto esforço para ter os sobrenomes dos pais na certidão rendeu um nome tão comprido como o de uma princesa: Valentina Andrade Demate e Marcheti Moraes. Namoro começou na Apae
O registro de nascimento de Valentina celebra uma história de amor que começou quando Maria Gabriela e Fábio ainda eram crianças. Eles se conheceram na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), de Socorro.
Há três anos, quando Fábio voltou para estudar na Apae, o casal iniciou o namoro e, logo, com o apoio das famílias, foram morar juntos. A gravidez de Gabriela só foi descoberta no sexto mês de gestação, quando Fábio confidenciou a um amigo que à noite eles ficavam vendo a barriga dela mexer.
- Isso foi um choque. Não esperava que ela pudesse engravidar, nem dos riscos para a criança e a mãe -disse a avó Laurinda.
Valentina está entre os 50 bebês registrados no mundo filhos de mãe com síndrome de Down. As mulheres portadoras desta deficiência podem engravidar, e tem 85% de chances de gerar uma criança sem a mesma herança genética - como ocorreu com Maria Gabriela. Já os homens com a down são estéreis.


Fonte:http://oglobo.globo.com - 13/06/2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Bonecas da Turma da Clarinha

3/7/2007 - Walbert traz bonecas da Turma da Clarinha

A Walbert, expositora da Abrin, está produzindo a primeira boneca com características de Síndrome de Down para crianças. A “Turma da Clarinha”, baseada na personagem da novela Páginas da Vida, da Rede Globo, deve chegar às lojas ainda neste mês.“A idéia é promover a inclusão social, fazer com que todas as crianças possam crescer em contato com a diversidade humana, de maneira lúdica”, diz Audrey Bosio, que junto com a amiga Andréa Barbi criou o projeto há cerca de um ano e meio. Ambas tem filhas com Síndrome de Down e buscavam para elas bonecas com as quais pudessem se identificar.

“Durante um ano fizemos contato com mais de 20 fabricantes, ouvimos inúmeras negativas e comentários preconceituosos, até que no ano passado, a Walbert encampou o projeto e concordou em produzir um protótipo”, conta Andréa.Foram desenvolvidos bonecos de alta qualidade e de vários modelos. Além da própria Clarinha, baseada no personagem de Joana Mocarzel de mesmo nome, um casal de negros, um casal de loiros de olhos azuis e um casal de castanhos com olhos castanhos fazem parte da Turma. “A idéia é promover a inclusão no meio de todas as pessoas”, afirma Audrey. “A intenção ainda é ter uma segunda parte do projeto, que prevê o lançamento de novos personagens, com características diferenciadas”, finaliza.


A Rede Globo abriu mão de todos os direitos de royalties e a renda das vendas dos bonecos da Turma da Clarinha será revertida para o Grupo Síndrome de Down da Associação das Voluntárias do Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo.


A história Além da Walbert, Audrey e Andréa encontraram apoio do Instituto MetaSocial, ONG que realiza ações de inclusão social, entre elas a campanha Ser Diferente é Normal, tema da Escola de Samba carioca Império Serrano.