CURSO 1
GRUPO DE APROFUNDAMENTO EM COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA.
Data: 28 de julho de 2008 (2ª feira) das 13h30 às 17h30.
Local: Centro Vita - Travessa Azevedo, 294 - Porto Alegre - RS
Público alvo: profissionais que já tiveram formação e trabalham atualmente com a Tecnologia Assistiva / Comunicação Alternativa.
Coordenação: Rita Bersch
Mediadora: Nadia Browning - Terapeuta Ocupacional do Thames Valley Children's Centre - Ontário - Canadá
Investimento:
R$ 85,00 para inscrições realizadas até o dia 22 de julho de 2008.
R$ 100,00 para inscrições realizadas após o dia 22 de julho de 2008.
Vagas limitadas a 30 participantes.
Promoção: CEDI - Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil
Obs.: Será emitido certificado de participação pelo CEDI - Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil
CURSO 2
A COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA E INCLUSÃO ESCOLAR - EXPERIÊNCIAS CANADENSES E BRASILEIRAS EM DEBATE - NOVAS TECNOLOGIAS
Data: 28 de julho de 2008 (2ª feira) das 18h00 as 21h00
Local: Auditório 101 / FACED / UFRGS - Porto Alegre - RS
Palestrantes: Nadia Browning - Terapeuta Ocupacional do Thames Valley Children's Centre - Ontário - Canadá e Rita Bersch - Fisioterapeuta e diretora do CEDI; mestranda do PGDesign - UFRGS; membro do CAT - Comitê de Ajudas Técnicas da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República)
Investimento: CURSO GRATUITO - vagas limitadas
Promoção: UFRGS • PPGEdu / PPGIE Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação / PGDesign
Obs.: Não será emitido certificado de participação.
CURSO 3
TECNOLOGIA ASSISTIVA: COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA (CAA) E ACESSO AO COMPUTADOR
Palestrante: Nadia Browning - Terapeuta Ocupacional do Thames Valley Children's Centre - Ontário - CanadáObjetivo: Divulgar e promover estratégias e recursos para ampliar as possibilidades de aprendizado de pessoas com deficiência.
Data: 3ª feira - 29/07/2008 - das 8h30min às 12h00 e 13h30 às 18h00.
Local: Anfiteatro 200 da Escola de Engenharia da UFRGS - Prédio Novo - Av. Oswaldo Aranha, 99 - 2º andar - Porto Alegre - RS.
Público alvo: Professores, terapeutas, engenheiros, designers, acadêmicos, usuários de tecnologia assistiva e seus familiares, e comunidade em geral.
Programa:
O que é Tecnologia Assistiva - Conceito geral, classificação e organização de serviços.
O que é CAA?
Quem faz uso da CAA - Objetivos de intervenção?
Considerações importantes na organização do trabalho.
Avaliação do aluno.
Como projetar um recurso de CAA?
Como iniciar um trabalho com CAA?
Tipos de recursos (alta e baixa tecnologia).
CAA na escola.
Recursos de acessibilidade ao computador. Avaliação e considerações importantes na seleção do recurso apropriado.
Demonstração vídeos com discussão de casos.
Investimento:
R$ 80,00 para inscrições realizadas até o dia 22 de julho de 2008.
R$ 95,00 para inscrições realizadas após o dia 22 de julho de 2008.
R$ 50,00 para alunos e professores da UFRGS.
Vagas limitadas.
Promoção: UFRGS • PPGEdu / PPGIE Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação / PGDesign
Obs.: Certificado de Participação emitido pela UFRGS - Atividade de Extensão de 8 horas. Os inscritos deste curso deverão preencher no formulário de inscrição abaixo os campos "RG", "CPF" e "Filiação / nome da mãe":
INFORMAÇÃO: TODOS OS CURSOS SERÃO MINISTRADOS EM PORTUGUÊS.
Inscrições on line no endereço abaixo:
http://www.cedionline.com.br/cursos.html
domingo, 20 de julho de 2008
Olimpiada do Conhecimento/SENAI
Informamos que a UNEPE - Unidade de Negócios em Projetos Especiais,está operacionalizando as ações que irão acontecer no espaço reservado da "Mostra do Programa SENAI de Ações Inclusivas " na Olimpíada do Conhecimento que acontecerá no Centro de Eventos FIERGS no período de 24 a 27 de julho de 2008 , no horário das 9h às 17h.
Na Mostra PSAI serão apresentados projetos e trabalhos dos DR's, que estão sendo coordenados pela Interlocutora Nacional do PSAI-DN. Os projetos definidos para representar o DR-RS, foram:
* Cadeira de Rodas - Móbile Eletronic Moviment: criada pelos alunos do Centro Tecnológico de Mecatrônica SENAI, para ajudar na locomação da pessoa com deficiência física em locais de difícil acesso com intuito de garantir a acessibilidade;
* Cadeira de Rodas "OFF ROAD": que possibilita aos cadeirantes desfrutar das emoções do ecoturismo, criado pelos docentes da EEPSENAI Automotivo de Porto Alegre, em parceria com a ONG CAMINHADORES de Porto Alegre;
* Adaptador de Comandos Inferiores em Motocicletas: dispositivo adaptado que permite a pessoa com deficiência física dirigir motocicleta, criado pelos alunos do Curso Técnico em Automobilística da EEP SENAI Automotivo de Porto Alegre;
* LIBRA LEARNING: criado pelos alunos do CentroTecnológico de Mecatrônica SENAI, para auxiliar na alfabetização de crianças com deficiência auditiva/surda da Escola Helen Keller de Caxias do Sul-RS.
Com intuito de demonstrar o potencial competitivo dos alunos com deficiência serão apresentadas as seguintes oficinas:
- Panificação: atividades desenvolvidas pelos alunos com deficiência intelectual na Área de Panificação da EEP SENAI Viscondede Mauá;
- Pátina: técnica de Pintura em Pátina desenvolvida pelos alunos com deficiência física do CEP SENAI Gustavo Copé. Será desenvolvido um mini curso, com inscrições antecipadas;
-Informática: atividades desenvolvidas pelos alunos com deficiência visual/cego do CEP SENAI Antônio Jacob Renner, utilizando o software Virtual Vision;
- Desing Gráfico: atividades desenvolvidas pelos alunos com deficiência auditiva/surdo na Área do Desing Gráfico do CEP SENAI deArtes Gráfica Henrique D'Avila Bertaso;
- Módulo Didático de Fresagem CNC: atividades desenvolvidas pelo Instrutor com deficiência física do CEP SENAI Lindolfo Collor da ÁreaMetal mecânica, utilizando o software de simulação desenvolvido pelo NIED/SENAI-RS e a Fresadora CNC desenvolvida pelos alunos no Centro Tecnológico de Mecatrônica SENAI.
Para divulgamos as Ações Inclusivas do SENAI-RS, solicitamos que as Unidades Operacionais encaminhem o convite, de preferência pessoalmente, para as instituições parceiras do Programa PNE, bem como para outros parceiros que julgarem importante participarem da Olimpíada do Conhecimento 2008. Também contamos com a habitual colaboração dos Interlocutores do PSAIn a divulgação dos convites junto à comunidade.
Atenciosamente:
Elizabete Noschang Técnica em Educação Interlocutora Regional do PSAIUNEPE - Unidade de Negócios em Projetos Especiais Departamento Regional do SENAI-RS
PARTICIPE
O primeiro dos cinco encontros do Ciclo de Debates Inclusão Escolar: Práticas e Teorias, promovido pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre e o Fórum pela Inclusão Escolar, iniciou nesta segunda-feira (30/6). O evento também é promovido por representantes das escolas especiais do município, da Sala de Integração e Recursos (SIR) e da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa). O ciclo encerra-se em novembro.
Os debates desta segunda-feira foram coordenados pela presidenta da Cece, vereadora Sofia Cavedon (PT), que destacou que o MEC faz a critica a padronização da educação, porém tensiona com textos externos esta padronização de qualidade. Portanto, ressaltou ela, o Fórum de Inclusão escolheu a estratégia certa que é fazer o debate com todas as escolas, comuns e especiais, públicas e privadas, pois o desafio para a plena inclusão é mexer nas suas estruturas excludentes.
A professora Letícia Santetti, da SIR da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Monte Cristo, explicou que a SIR é um serviço de apoio nas escolas municipais destinado a alunos com necessidades especiais de educação. Conforme ela, há 19 SIRs nas escolas do Município, que atendem 900 alunos. "A SIR desenvolve trabalho pedagógico complementar específico para que o aluno supere suas dificuldades." Letícia acrescentou que, além de trabalhar com os estudantes, o serviço busca estabelecer contatos com as famílias dos alunos.
Giovanna Westphallen, professora da Emef Chico Mendes, apresentou experiência profissional que realizou com um aluno do 2º ciclo escolar com dificuldades de aprendizagem. Disse que ao investigar as relações sociais e o relacionamento de Murilo (nome fictício do aluno) com a aprendizagem se surpreendeu positivamente. "Ele demonstrou ser social e participativo e a turma foi acolhedora ao colega diferente. Murilo não lia e quase não escrevia, mas era antenado no mundo, gostava de se desafiar, interpretava dados, opinava e contribuía." A partir de então, Giovanna decidiu trabalhar com as possibilidades do aluno e não em cima de suas deficiências. "O maior desafio está em modificar a nós mesmos", disse ela. Murilo, segundo a professora, conseguiu concluir os três ciclos de educação e hoje trabalha como padeiro.
Uma reflexão sobre a inclusão escolar dos alunos com necessidades especiais foi apresentada pela professora Zélia Farenzena. Disse que entre os desafios está a diferença de ações e conceitos nas esferas federal, estaduais e municipais. Avaliou, porém, que houve avanço do movimento de inclusão. Em Porto Alegre, ela disse que, desde 1969, vê escolas vivas e alternativas educacionais, formação continuada, inclusão escolar e educação social, com currículo dinâmico e ação educativa com teorias contemporâneas. "Inclusão é um processo complexo que envolve o pensar sobre pessoas." Zelia finalizou sua apresentação defendendo uma escola baseada no conceito da Unesco.
Presentes no encontro escolas especiais municipais e estaduais, de ensino fundamental estaduais, de ensino infantil municipais, infantis particular, da Apae, estudantes, representantes da Educação Especial da Smed, escolas de ensino fundamental privadas e comunitárias, creches comunitárias e representantes da área da saúde.
Os próximos encontros serão:
27 de agosto - Desafios do processo de inclusão escolar: educação infantil e educação de jovens e adultos
17 de setembro - Desafios do processo de inclusão escolar: assessorias
22 de outubro - Desafios do processo de inclusão escolar: escolas especiais
12 de novembro - Inclusão escolar: debates e teorias
sábado, 19 de julho de 2008
Manual de Convivência com Pessoas com deficiência e mobilidade reduzida
Já está disponível para download um guia prático de como se relacionar com as pessoas com deficiência.
http://www.vereadoramaragabrilli.com.br/manualc/manual_web.pdf
http://www.vereadoramaragabrilli.com.br/manualc/manual_web.pdf
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Pessoas com Deficiência
sexta-feira, 18 de julho de 2008
UNIRITTER recebe José Pacheco
O Curso de Pedagogia do UniRitter em parceria com a Secretaria Municipal de Educação promoveu dia 17/07 a segunda etapa do Simpósio de Educação A autoria no processo de aprendizagem e a construção de uma escola inclusiva, com palestra de José Pacheco, referência mundial na área educacional. No campus Porto Alegre do UniRitter (Rua Orfanotrófio 555) ele abordou o tema "A Formação do Educador para uma Escola Inclusiva".
O educador português é especialista em Leitura e Escrita e Música e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Coordena, desde 1976, a Escola da Ponte, da qual é idealizador. A instituição notabilizou-se por seu projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes - na Escola da Ponte, as crianças decidem com quem e o que estudar, por exemplo.
O evento pretendeu oferecer a universitários, professores da Rede Pública e Privada, profissionais e acadêmicos das áreas de Psicopedagogia e Saúde e Especialistas e Mestrandos em Educação a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as propostas inovadoras destes dos ícones da Educação e refletir sobre relações de aprendizagem entre professores e alunos e as possibilidades de se tornar autor diante dos paradoxos da contemporaneidade e da perspectiva da construção da escola inclusiva.
Fonte: UniRitter
O educador português é especialista em Leitura e Escrita e Música e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Coordena, desde 1976, a Escola da Ponte, da qual é idealizador. A instituição notabilizou-se por seu projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes - na Escola da Ponte, as crianças decidem com quem e o que estudar, por exemplo.
O evento pretendeu oferecer a universitários, professores da Rede Pública e Privada, profissionais e acadêmicos das áreas de Psicopedagogia e Saúde e Especialistas e Mestrandos em Educação a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as propostas inovadoras destes dos ícones da Educação e refletir sobre relações de aprendizagem entre professores e alunos e as possibilidades de se tornar autor diante dos paradoxos da contemporaneidade e da perspectiva da construção da escola inclusiva.
Fonte: UniRitter
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Pipas no Ar
"Este vídeo educativo documenta um trabalho pioneiro na área de inclusão sexual e Direitos Humanos. Comprova a possibilidade e a necessidade de se trabalhar com pessoas que recebem poucas informações sobre educação sexual e prevenção, por conta de preconceitos e pensamentos equivocados a respeito da deficiência mental e da sexualidade."
Veja em:
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/index.php/videos/pipas_no_ar
Veja em:
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/index.php/videos/pipas_no_ar
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sexualidade
Senado aprova texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas comDeficiência
02/07/2008 - 21h45
Com 56 votos favoráveis, o Plenário do Senado aprovou, no início da noite desta quarta-feira (2), o projeto de decreto legislativo (PDS 90/08) que aprova os textos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Protocolo Facultativo,assinados em Nova York, no dia 30 de março de 2007.
O objetivo dessa convenção é promover e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade. O projeto segue agora para promulgação, quando passará, em definitivo, a fazer parte da legislação brasileira.
O texto da convenção define como pessoas com deficiência as que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ousensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com asdemais pessoas. A convenção estabelece ainda que, entre seus propósitos, está a facilitação da comunicação para essas pessoas, a partir de linguagem adequada, visualização de textos, utilização do método braile, comunicação tátil, caracteres ampliados e dispositivos de multimídia acessíveis, entre outros. Os países signatários da convenção se comprometem a assegurar e promover o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para as pessoas portadoras de deficiência, sem qualquer tipo de discriminação. Para tanto, deverão adotar medidas necessárias nas áreas legislativas e administrativas, com o objetivo de revogar leis,regulamentos, costumes e práticas vigentes que constituírem discriminação contra os portadores de deficiência.
Entre as obrigações dos países signatários destaca-se também a realização e promoção de pesquisa e o desenvolvimento de produtos, serviços, equipamentose instalações com desenho universal destinados a atender às necessidadesespecíficas de portadores de deficiência. Entre seus 50 artigos (mais 18 artigos do Protocolo Facultativo), destacam-se normas destinadas ao acesso à educação dos portadores de deficiência, às crianças com deficiência e às situações de risco e emergência humanitárias.
Adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2006 e assinada pelo Brasil (e mais 196 países) em março de 2007, a convenção entrou em vigor em 3 de maio de 2008, um mês após ter sido ratificada pelo Equador, vigésimo país a fazê-lo.
Como observa em seu voto o relator do projeto de decreto legislativo, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ela não cria direitos novos nem especiais para as pessoas com deficiência, mas pode ser considerada um "instrumento facilitador para o exercício dos direitos universais, em especial a igualdade com as demais pessoas". O principal objetivo da convenção, segundo o primeiro artigo do texto, é o de "promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente".
Além do respeito por essa dignidade, são princípios da convenção a não-discriminação, a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade, o respeito pela diferença, a igualdade de oportunidades e acessibilidade. A convenção prevê ainda que afalta de condições de acessibilidade nas cidades e instituições configura-se discriminação contra as pessoas com deficiência.
Da Redação / Agência Senado
02/07/2008
Com 56 votos favoráveis, o Plenário do Senado aprovou, no início da noite desta quarta-feira (2), o projeto de decreto legislativo (PDS 90/08) que aprova os textos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Protocolo Facultativo,assinados em Nova York, no dia 30 de março de 2007.
O objetivo dessa convenção é promover e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade. O projeto segue agora para promulgação, quando passará, em definitivo, a fazer parte da legislação brasileira.
O texto da convenção define como pessoas com deficiência as que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ousensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com asdemais pessoas. A convenção estabelece ainda que, entre seus propósitos, está a facilitação da comunicação para essas pessoas, a partir de linguagem adequada, visualização de textos, utilização do método braile, comunicação tátil, caracteres ampliados e dispositivos de multimídia acessíveis, entre outros. Os países signatários da convenção se comprometem a assegurar e promover o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para as pessoas portadoras de deficiência, sem qualquer tipo de discriminação. Para tanto, deverão adotar medidas necessárias nas áreas legislativas e administrativas, com o objetivo de revogar leis,regulamentos, costumes e práticas vigentes que constituírem discriminação contra os portadores de deficiência.
Entre as obrigações dos países signatários destaca-se também a realização e promoção de pesquisa e o desenvolvimento de produtos, serviços, equipamentose instalações com desenho universal destinados a atender às necessidadesespecíficas de portadores de deficiência. Entre seus 50 artigos (mais 18 artigos do Protocolo Facultativo), destacam-se normas destinadas ao acesso à educação dos portadores de deficiência, às crianças com deficiência e às situações de risco e emergência humanitárias.
Adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2006 e assinada pelo Brasil (e mais 196 países) em março de 2007, a convenção entrou em vigor em 3 de maio de 2008, um mês após ter sido ratificada pelo Equador, vigésimo país a fazê-lo.
Como observa em seu voto o relator do projeto de decreto legislativo, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ela não cria direitos novos nem especiais para as pessoas com deficiência, mas pode ser considerada um "instrumento facilitador para o exercício dos direitos universais, em especial a igualdade com as demais pessoas". O principal objetivo da convenção, segundo o primeiro artigo do texto, é o de "promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente".
Além do respeito por essa dignidade, são princípios da convenção a não-discriminação, a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade, o respeito pela diferença, a igualdade de oportunidades e acessibilidade. A convenção prevê ainda que afalta de condições de acessibilidade nas cidades e instituições configura-se discriminação contra as pessoas com deficiência.
Da Redação / Agência Senado
02/07/2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Curso de Surdoceguerira
A Seção de Educação Especial da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul promoveu no período de 07 a 11 de Julho de 2008, em Porto Alegre, o Curso de Surdocegueira e entrelaçamento com a Tecnologia Assistiva.
Em torno de 120 professoras da Rede de Ensino Estadual do RS, a maioria do interior do Estado e atuando no ensino básico, participou do curso quase que em regime de imersão total. Foram quase 10 horas por dia de intensa programação e de profundo aprendizado, nas duas áreas de conhecimento a que se propunha o curso.
Quase nada pode-se debater a respeito das perspectivas de inclusão dos alunos com deficência nas salas comuns do ensino básico e com que apoios estes professores poderão contar para desenvolver um trabalho de qualidade e promover uma inclusão com responsabilidade. Algumas poucas iniciativas de debate foram peremptoriamente cortadas, alegando-se que todas estavam lá por livre e espontânea vontade para trabalhar com as possibilidades e não para alegar dificuldades.
Inclusão, assim como qualquer trabalho pedagógico de qualidade, não se faz só com boa vontade. É necessário muito investimento - pessoal e institucional. E também não são só investimentos materiais.
Computadores e todo o aparato tecnológico nas escolas ajudam muito.
Mas são apenas um ponto de partida. Estratégias de ensino precisam ser pensadas, organizadas e apoiadas por todo um corpo técnico, que hoje é quase inexistente nas escolas. Formação é imprescindível, mas isso não significa um curso eventual. São necessárias muitas reuniões, de estudo e de planejamento, para se implementar novas metodologias. Sem esquecer as muitas horas que se despende preparando materiais que, se não precisam ser individuais, precisam ser variados, para atender a enorme diversidade a que se pretende atender na sala de aula.
Nada disso foi sequer ventilado no Curso, o que muito preocupou a todos. Esperamos que tenha sido só uma "falha técnica", e que os Coordenadores estejam atentos a estes aspectos da questão.
Meu ponto de vista é que podemos fazer deste momento um processo de mudança que há muito se fazia necessário na educação básica. Mas também podemos mascarar o processo com alguns fatores ilusórios e deixar tudo como está. Posto um vídeo genial para ilustrar esta idéia.
Em torno de 120 professoras da Rede de Ensino Estadual do RS, a maioria do interior do Estado e atuando no ensino básico, participou do curso quase que em regime de imersão total. Foram quase 10 horas por dia de intensa programação e de profundo aprendizado, nas duas áreas de conhecimento a que se propunha o curso.
Quase nada pode-se debater a respeito das perspectivas de inclusão dos alunos com deficência nas salas comuns do ensino básico e com que apoios estes professores poderão contar para desenvolver um trabalho de qualidade e promover uma inclusão com responsabilidade. Algumas poucas iniciativas de debate foram peremptoriamente cortadas, alegando-se que todas estavam lá por livre e espontânea vontade para trabalhar com as possibilidades e não para alegar dificuldades.
Inclusão, assim como qualquer trabalho pedagógico de qualidade, não se faz só com boa vontade. É necessário muito investimento - pessoal e institucional. E também não são só investimentos materiais.
Computadores e todo o aparato tecnológico nas escolas ajudam muito.
Mas são apenas um ponto de partida. Estratégias de ensino precisam ser pensadas, organizadas e apoiadas por todo um corpo técnico, que hoje é quase inexistente nas escolas. Formação é imprescindível, mas isso não significa um curso eventual. São necessárias muitas reuniões, de estudo e de planejamento, para se implementar novas metodologias. Sem esquecer as muitas horas que se despende preparando materiais que, se não precisam ser individuais, precisam ser variados, para atender a enorme diversidade a que se pretende atender na sala de aula.
Nada disso foi sequer ventilado no Curso, o que muito preocupou a todos. Esperamos que tenha sido só uma "falha técnica", e que os Coordenadores estejam atentos a estes aspectos da questão.
Meu ponto de vista é que podemos fazer deste momento um processo de mudança que há muito se fazia necessário na educação básica. Mas também podemos mascarar o processo com alguns fatores ilusórios e deixar tudo como está. Posto um vídeo genial para ilustrar esta idéia.
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domingo, 13 de julho de 2008
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2008
Agapasm auxilia as PcDs
Auxiliar pessoas com deficiências físicas a ingressar no mercado de trabalho é uma das atividades desenvolvidas pela Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm), de São Luiz Gonzaga, no Interior do Estado. A entidade repassa orientações e presta assessoria sobre os direitos e deveres das empresas e dos empregadores e formas de melhor adequar o serviço de um portador de deficiência num empreendimento. Além disso, o trabalho da Agapasm é focado na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiências (PcDs). Surdocego, o presidente e fundador da entidade, Alex Garcia, destacou que a questão da inclusão das PcDs no mercado de trabalho precisa ser mais discutida. 'A legislação não vai garantir por completo a presença do portador de deficiência no mercado de trabalho. Porém, a educação e a qualificação de aptidões podem abrir espaço para as pessoas desempenharem várias atividades', ressaltou. Idealizador da Agapasm, Alex é formado em Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria. A Agapasm desenvolve ainda ações com famílias de pessoas com deficiências. Outras informações pelo site www.agapasm.com.br.
Pesralozzi
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2008
Pestalozzi aguarda resposta do pedido de filantropia
O Instituto Pestalozzi, de Canoas, aguarda há sete meses pela resposta do governo federal sobre o pedido de filantropia. Apesar da expectativa de que a resposta fosse conhecida em agosto, a nova presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão do Ministério do Desenvolvimento Social, Valdete Barros Martins, descartou a possibilidade. Ela explicou que a prioridade do conselho é a avaliação do novo regimento interno. 'Antes de analisarmos pedidos de filantropia, precisamos elaborar uma agenda de atividades que inclui a revisão do trabalho da organização e o novo regulamento', disse. Ela prevê que, até o fim do ano, trabalhos de avaliação sejam retomados. Em dezembro de 2007, o Instituto enviou a documentação para receber o certificado de filantropia. O auxílio ajudaria a manter a entidade que atende a portadores de deficiência. Dos requisitos necessários para o certificado, dois critérios se encaixam no Pestalozzi. O primeiro é a promoção da habilitação e reabilitação de portadores de deficiência e, o segundo, a integração ao mercado do trabalho. A supervisora da entidade, Gabriela Souza, observou que a filantropia trará benefícios como a isenção de alguns impostos e o abatimento das doações diretas. Atualmente, as doações precisam de projetos, o que torna o processo burocrático, avaliou Gabriela.
RICARDO GIUSTI
Localizada em Canoas, a instituição atua com portadores de deficiência
Entidade social dá esperança a especiais
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2008
SANTA ROSA
Entidade social dá esperança a especiais
A Associação de Familiares e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais (Afapene) trabalha há nove anos, no município de Santa Rosa, com portadores de deficiências múltiplas que não são atendidos por escolas especiais. Desde março, a entidade tem o apoio da Fundação Educacional Machado de Assis (Fema) para a divulgação das atividades com os alunos especiais. O trabalho pedagógico é desenvolvido hoje com 21 pessoas de quatro a 53 anos.A professora Maria de Lurdes Seffrin diz que os portadores de deficiências múltiplas são incentivados para que, pelo menos, reconheçam seu nome. Na associação, eles participam de exercícios físicos, fisioterapia e brincadeiras, 'para que possam se divertir, pois esta é a única atividade que realizam fora de casa', enfatiza a educadora.A Fundação Educacional Machado de Assis de Santa Rosa está divulgando as ações da Afapene por meio de um projeto da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social do Estado. A divulgação em jornal e programas de rádio visa a buscar mais voluntários e doações. A entidade funciona em um prédio cedido pela Prefeitura de Santa Rosa, que também oferece transporte aos alunos e uma ajuda de custo mensal. Maria de Lurdes ressalta que a associação se mantém com as doações e o apoio da comunidade. Trabalham hoje na Afapene duas professoras, uma monitora e mais cinco voluntários.
FELIPE DORNELES / ESPECIAL / CP
Crianças da Fundação Educacional Machado de Assis levam alegria a alunos assistidos pela Afapene
domingo, 6 de julho de 2008
INCLUSÃO NA PERSPECTIVA LATO SENSU
INCLUSÃO NA PERSPECTIVA LATO SENSU
Muito tem se falado sobre a necessidade de investimento no tema da inclusão. Se observarmos as leis, os decretos e os pareceres gerados sobre esse tema nos últimos anos, vamos constatar que precisamos, agora, envidar esforços no cumprimento efetivo da inclusão.O sistema educacional, por seus gestores, pródigo em manifestações sobre o tema, ainda não conseguiu implementar política de inclusão efetiva no cotidiano da escola.
O entendimento de que os portadores de cuidados especiais devem ter direito a matrícula em qualquer escola bate de frente com a dura realidade das pouquíssimas instituições em condições de atendê-los. Precisamos de investimento consistente nas instituições de Ensino para o desenvolvimento de um projeto pedagógico que dê conta do trabalho rico com a diversidade inerente ao ser humano.
Recentemente, os meios de comunicação divulgaram um caso bem-sucedido de inclusão: o aluno de Jornalismo do IPA Eduardo Purper, acometido por lesão cerebral, defendeu, com elogios, seu trabalho de conclusão do curso, confirmando a necessidade de investimento pessoal e profissional nesses casos. De tão raras, essas situações viram notícia nacional. Mesmo considerando as diferenças menos significativas entre os alunos nas escolas, constatamos que também o atendimento é insuficiente. Verifica-se uma redução no número de profissionais especializados para o trabalho.
Alunos com dificuldades de concentração e de relacionamento social, com conduta inadequada, são atendidos normalmente pela professora da turma, de forma solitária. A falta desse atendimento especializado gera uma grave conseqüência: o desinteresse e a indisciplina dos alunos. O professor administra essas situações; sente-se, em geral, constrangido em pedir auxílio, pois sabe que professores que não conseguem resolver sozinhos conflitos são menos valorizados e potenciais demitidos no final do ano letivo. Outras vezes, professores encorajam-se e relatam tais problemas às direções das escolas para que encaminhem soluções. O resultado nem sempre é satisfatório: a escola privada, em geral, minimiza os fatos para não 'expor' problemas a sua clientela. Agindo assim, elimina a possibilidade de transformar os conflitos em aprendizado; impossibilita a reflexão dos motivos que levam os alunos ao desinteresse pelo estudo e à indisciplina. Enfim, subtrai-se da escola o papel fundamental que ela deve desempenhar nesses tempos de violência: incluir, no convívio harmônico e solidário, os diferentes, para que essas diferenças sejam motivo de aprendizado e de consolidação da sociedade fraterna e solidária.cecília maria martins farias
Diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Privado/RS (Sinpro)
Fonte: Correio do Povo - 5 de julho de 2008.
CICLO DE DEBATE - Inclusão escolar: práticas e teorias
Encontro destacou desafios da educação especial em Porto Alegre
Educação Fórum da Cece debate atendimento escolar especial A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre e o Fórum pela Inclusão Escolar realizaram nesta segunda-feira (30/6) o primeiro dos cinco encontros do Ciclo de Debates Inclusão Escolar: Práticas e Teorias. O evento também é promovido por representantes das escolas especiais do município, da Sala de Integração e Recursos (SIR) e da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa). O ciclo encerra-se em novembro. Os debates desta segunda-feira foram coordenados pela presidenta da Cece, vereadora Sofia Cavedon (PT).A professora Letícia Santetti, da SIR da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Monte Cristo, explicou que a SIR é um serviço de apoio nas escolas municipais destinado a alunos com necessidades especiais de educação. Conforme ela, há 19 SIRs nas escolas do Município, que atendem 900 alunos. 'A SIR desenvolve trabalho pedagógico complementar específico para que o aluno supere suas dificuldades.' Letícia acrescentou que, além de trabalhar com os estudantes, o serviço busca estabelecer contatos com as famílias dos alunos. Giovanna Westphallen, professora da Emef Chico Mendes, apresentou experiência profissional que realizou com um aluno do 2º ciclo escolar com dificuldades de aprendizagem. Disse que ao investigar as relações sociais e o relacionamento de Murilo (nome fictício do aluno) com a aprendizagem se surpreendeu positivamente. 'Ele demonstrou ser social e participativo e a turma foi acolhedora ao colega diferente. Murilo não lia e quase não escrevia, mas era antenado no mundo, gostava de se desafiar, interpretava dados, opinava e contribuía.' A partir de então, Giovanna decidiu trabalhar com as possibilidades do aluno e não em cima de suas deficiências. 'O maior desafio está em modificar a nós mesmos', disse ela. Murilo, segundo a professora, conseguiu concluir os três ciclos de educação e hoje trabalha como padeiro.Uma reflexão sobre a inclusão escolar dos alunos com necessidades especiais foi apresentada pela professora Zélia Farenzena. Disse que entre os desafios está a diferença de ações e conceitos nas esferas federal, estaduais e municipais. Avaliou, porém, que houve avanço do movimento de inclusão. Em Porto Alegre, ela disse que, desde 1969, vê escolas vivas e alternativas educacionais, formação continuada, inclusão escolar e educação social, com currículo dinâmico e ação educativa com teorias contemporâneas. 'Inclusão é um processo complexo que envolve o pensar sobre pessoas.' Zelia finalizou sua apresentação defendendo uma escola baseada no conceito da Unesco. 'Uma escola que se defina como agência de cidadania para formar mentes lúcidas e sem preconceitos.'Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Educação Fórum da Cece debate atendimento escolar especial A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre e o Fórum pela Inclusão Escolar realizaram nesta segunda-feira (30/6) o primeiro dos cinco encontros do Ciclo de Debates Inclusão Escolar: Práticas e Teorias. O evento também é promovido por representantes das escolas especiais do município, da Sala de Integração e Recursos (SIR) e da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa). O ciclo encerra-se em novembro. Os debates desta segunda-feira foram coordenados pela presidenta da Cece, vereadora Sofia Cavedon (PT).A professora Letícia Santetti, da SIR da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Monte Cristo, explicou que a SIR é um serviço de apoio nas escolas municipais destinado a alunos com necessidades especiais de educação. Conforme ela, há 19 SIRs nas escolas do Município, que atendem 900 alunos. 'A SIR desenvolve trabalho pedagógico complementar específico para que o aluno supere suas dificuldades.' Letícia acrescentou que, além de trabalhar com os estudantes, o serviço busca estabelecer contatos com as famílias dos alunos. Giovanna Westphallen, professora da Emef Chico Mendes, apresentou experiência profissional que realizou com um aluno do 2º ciclo escolar com dificuldades de aprendizagem. Disse que ao investigar as relações sociais e o relacionamento de Murilo (nome fictício do aluno) com a aprendizagem se surpreendeu positivamente. 'Ele demonstrou ser social e participativo e a turma foi acolhedora ao colega diferente. Murilo não lia e quase não escrevia, mas era antenado no mundo, gostava de se desafiar, interpretava dados, opinava e contribuía.' A partir de então, Giovanna decidiu trabalhar com as possibilidades do aluno e não em cima de suas deficiências. 'O maior desafio está em modificar a nós mesmos', disse ela. Murilo, segundo a professora, conseguiu concluir os três ciclos de educação e hoje trabalha como padeiro.Uma reflexão sobre a inclusão escolar dos alunos com necessidades especiais foi apresentada pela professora Zélia Farenzena. Disse que entre os desafios está a diferença de ações e conceitos nas esferas federal, estaduais e municipais. Avaliou, porém, que houve avanço do movimento de inclusão. Em Porto Alegre, ela disse que, desde 1969, vê escolas vivas e alternativas educacionais, formação continuada, inclusão escolar e educação social, com currículo dinâmico e ação educativa com teorias contemporâneas. 'Inclusão é um processo complexo que envolve o pensar sobre pessoas.' Zelia finalizou sua apresentação defendendo uma escola baseada no conceito da Unesco. 'Uma escola que se defina como agência de cidadania para formar mentes lúcidas e sem preconceitos.'Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
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